segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deixar ou Prosseguir?


 Estava ouvindo a música Evidências na voz da Ana Carolina, essa música é tão linda... Muitas vezes deixamos um amor passar, ir embora, por coisa tão tolas...O orgulho nos tira a oportunidade de vivenciarmos tantas coisas maravilhosas junto da pessoa que amamos. Até que ponto vale a pena lutar por u
m amor? Um amor, só pode ser chamado de amor quando acreditamos que juntos somos capazes de superar muitas coisas, um amor só é verdadeiro se existe cumplicidade, companheirismo, e principalmente humildade na hora de assumirmos nosso erros, e quem ama perdoa...

 Não é fácil a ninguém quando as coisas não vão bem, parece que tudo esfria, perde-se até o sono, a fome, a vontade de permanecer na Terra, entretanto temos a possibilidade de fazer escolhas, entre elas estão: DEIXAR - deixar todos os sonhos para trás, desistir da felicidade. Talvez ou deixar possa significar apenas amor próprio, mas o verdadeiro amor é a dois. E também existe o PROSSEGUIR - Dar uma nova oportunidade a ambas partes, o direito de aprender com os erros e a chance de ser melhor a cada dia.
 Eu escolho PROSSEGUIR! Quero acordar com a certeza de que tudo pode mudar, e que a cada dia um pedaço do meu sonho se torna realidade...
 Talvez o amor seja mesmo assim, um sentimento louco, que nos faz perder a cabeça, falar o que não se deve dizer, mas que no final serve para nos tornar mais fortes e quem sabe até mais amados...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Das ruas aos palcos


 Jorge Mário da Silva nasceu em 1970 no Rio de Janeiro. Aos 19 anos após a morte de seu irmão, sua família sofreu uma desestruturação e ele se tornou morador de rua por cerca de três anos. Jorge Mário da Silva recolhia lixos pelas ruas cariocas, onde conseguia retirar uma pequena renda para sua sobrevivência.
 Um dia em um bar, Jorge Mário da Silva encontrou-se com Gabriel Moura, que o levou para o Teatro, onde Jorge participou de diversos musicais. Atualmente esta grande figura é conhecida no Brasil e no mundo pelo nome de Seu Jorge.
 Seu Jorge possui uma carreia musical muito reconhecida, lançou seu primeiro trabalho musical em 1998 na banda Farofa Carioca. Em 2001 realizou seu primeiro projeto solo. Em 2003 gravou seu disco intitulado “Cru”, no mesmo ano compôs em parceria com a cantora e instrumentista Ana Carolina algumas faixas para o DVD/CD de sucesso Estampado de Ana. Em 2004 teve uma experiência em Roma, onde gravou o videoclipe de sua música “Tive Razão”. De lá para cá vem realizando diversos trabalhos e parcerias musicais.                                        
 Uma vez questionado sobre como preservou a sanidade mental nos tempos em viveu na rua, Seu Jorge respondeu: “A música foi fundamental. Mas o mais legal foram os encontros. Conheci Gabriel Moura, sobrinho de Paulinho Moura, num bar. Eu o vi tocando violão. Foi ele quem me levou para o teatro”. Sobre morar na rua e atualmente trabalhar com grandes nomes da música e do cinema, Seu Jorge diz “É normal.  Nunca fui rejeitado por pai, mãe, irmãos. Quando eu estava na rua, as pessoas tinham certa suspeita. Mas quando conversavam comigo, mudavam na hora. Por eu ter passado muita dificuldade, hoje, que está tudo bem, não dá pra pirar”.
 Seu Jorge define a si mesmo como um cantor e compositor popular, que gosta de inúmeros gêneros musicais, mas cujo fundamento é o samba: “O samba é a nossa verdade, nossa particularidade, é nossa medalha de ouro, nosso baluarte, nosso estandarte brasileiro”. 

Análise Crítica - Memórias de Um Sargento de Milícias


 Memórias de um Sargento de Milícias apresenta um estilo contemporâneo do romantismo, entretanto sua estética ultrapassa o estilo romântico.
Seus personagens não possuem idealizações românticas e estão próximo ao realismo. Apresenta metalinguagem, ironia, linguagem coloquial e a carnavalização, tirando assim características da obra enquanto romântica.
 O memorando do livro, Leonardinho, é um anti-herói, portanto a obra apresenta também tendências neopicaresca. Pode-se dizer que Manuel Antônio de Almeida apresenta um romance de costumes, pois trabalha com ironia referente aos padrões das normas românticas, assim como Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida pode ser considerado um precursor do realismo no Brasil, pois nota-se a ausência de personagens idealizados, o Compadre é um exemplo disso, pois a aparência social deste é controversa a realidade de seu caráter. Outra característica do realismo encontrada no livro é a infidelidade no casamento. Apresenta-se também características heréticas em alguns personagens.
 Portanto, Memórias de Um Sargento de Milícias busca mostrar a realidade não mostrada no período Romântico, com um estilo revolucionário na escrita do autor, que ia contra o romantismo e tratava de questões sociais, religiosas e políticas.

Memórias de Um Sargento de Milícias - Manoel Antônio de Almeida - Resumo

 Memórias de Um Sargento de Milícias - Manoel Antônio de Almeida - Resumo 

 Leonardo Pataca, um antigo algibebe de Lisboa veio ao Brasil em um navio, onde conheceu Maria Hortaliça, uma quitandeira. Começaram um romance.
Nascerá Leonardinho, sete meses após este encontro. Logo é batizado por dois personagens dos quais são chamados de Comadre e Compadre.
Sete anos se passam, Leonardo Pataca trabalha como meirinho, mas costuma estranhar que um amigo o procure em casa quando este não se encontra. Em uma tarde, Leonardo retorna mais cedo para casa, e encontra Maria Hortaliça na cama com outro. Arma-se uma confusão, Leonardo levado pela raiva dá uma surra em Maria Hortaliça e um belo de um pontapé em Leonardinho, que assustado corre até a barbearia de seu padrinho.
Naquela mesma tarde Maria Hortaliça foge para Portugal com um capitão. Leonardinho, abandonado pelos pais, passa a viver com seu padrinho - O barbeiro -, a Comadre ajuda a cuidar do afilhado.
Leonardinho é mimado por seu padrinho, este não o repreende por nada. O Compadre decide que Leonardinho será padre. Entretanto o menino só quer saber de vadiagem, apronta nas vizinhanças, joga pedra nos telhados alheios, e ninguém gosta dele.
O Compadre decide então que Leonardinho deverá aprender a ler e escrever, e diz ao garoto que apronte suas últimas travessuras, pois dali em diante teria que dedicar-se aos estudos. O menino leva tudo ao pé da letra, e sai com dois amigos para acompanhar uma procissão. Os amigos decidem então chamar Leonardinho para uma festa na casa de ciganos, este aceita e acaba passando a noite fora de casa sem avisar ao padrinho.
O Compadre procura o garoto por toda a parte, e desespera-se ao não encontra-lo. Quando o encontra desata a rir com tamanha ingenuidade do menino.
Leonardo Pataca havia se apaixonado por uma cigana, essa também infiel o abandona por causa de um padre mestre de reza. Leonardo então pede a um feiticeiro que lhe traga o amor da cigana, e esses começam algumas cerimônias. Não demorou muito e bate a porta durante uma dessas cerimônias o Major Vidigal (chefe de granadeiros) que leva todos presos.
O Major Vidigal era o poder supremo da polícia da época, suas maiores responsabilidades eram caçar e prender os vagabundos e criminosos da cidade.
A Comadre era uma parteira, e benzia contra quebrantos. Ia sempre para missa e gostava de ouvir cochichos das beatas. Em um desses cochichos ficou sabendo sobre a prisão de Pataca. Logo foi conversar com o Tenente Coronel que autorizou a soltura de Leonardo. Leonardinho não era filho de Leonardo Pataca, e sim do filho ilegítimo do tenente coronel. Maria Hortaliça já estava grávida quando veio ao Brasil.
O Compadre vivia bem, apesar de sua humilde profissão. A origem de seu dinheiro vinha de uma história suja e antiga. Em um navio que vinha ao Brasil, O Compadre fica amigo muito íntimo do Capitão, este acaba indo a obto e antes de falecer deixa com o barbeiro uma herança, para que ele o entregue a sua filha. O Compadre, porém acaba ficando com toda a riqueza para si mesmo.
Leonardinho não apresenta nenhum interesse para as coisas da Igreja, e o Compadre o envia para a escola, para que ele aprenda sobre a bíblia. No primeiro dia de aula Leonardinho leva palmatórias de seu professor devido as suas malcriações. Ele desiste dos estudos, mas o padrinho o convence a voltar. Em uma dessas fugas Leonardinho se torna amigo de um sacristão, e pede ao padrinho que o deixe ser coroinha, o padrinho cede. Na Igreja apronta diversas travessuras, dentre elas faz com que o padre chegue atrasado ao sermão, e por este motivo é mandado embora.
O Padre mantinha relações com a cigana que abandonou Leonardo Pataca, Leonardinho descobre que o padre estará presente na festa de aniversário de da Cigana, e contrata um malandro para armar uma confusão. O Major Vidigal chega à festa e encontra o padre, horrorizado o manda para a Casa da Guarda. O padre deixa a cigana, e Leonardo Pataca consegue reconquista-la.
Devido a uma procissão, a Comadre, o Compadre, Leonardinho e uma vizinha se encontram na casa de Dona Maria, uma conhecida da família. Todos argumentam sobre o futuro de Leonardinho. Dona Maria sugere que ele siga profissão no cartório, porém Leonardinho não apresenta interesse a coisa alguma, apenas para a vadiagem.
Leonardinho já moço não trabalha e vive sem fazer nada.
Leonardo Pataca é deixado novamente pela cigana, e agora se arranja com Chiquinha, sobrinha da Comadre.
Dona Maria recebe uma demanda, Luisinha sua sobrinha órfã. Leonardinho se apaixona pela garota. Após uma festa do Divino, Leonardinho e Luisinha se tornam mais íntimos.
José Manuel é um amigo de Dona Maria, e começa a frequentar casa dela com interesse em Luisinha, sua única herdeira. Leonardinho fica enciumado quando descobre e busca planos para tirar o concorrente do caminho.
Leonardinho se declara a Luisinha em uma cena cômica, pelo jeito desajeitado dele.
Enquanto isso a Comadre realiza o parto de Chiquinha, esposa de Leonardo Pataca, que dá a luz a uma linda menina.
A Comadre coloca “Mãos à obra” em seu plano de derrubar José Manuel, aproveita um fato ocorrido na cidade de uma moça ter fugido com um homem, então vai a casa de Dona Maria e inventa uma mentira dizendo que José Manuel fora o homem que fugiu com a tal moça. Dona Maria fica horrorizada com a situação e passa a tratar José Manuel friamente. José Manuel percebeu que algo foi inventado a seu respeito, e procura um mestre de reza que desvenda todo o falso testemunho levantado a seu respeito para Dona Maria; essa fica sabendo a verdade e procura a Comadre, que por sua vez resolve contar a verdade, e a amizade ambas segue normalmente.
 O Compadre adoece e infelizmente vem a falecer, Leonardo Pataca decide então tomar conta do filho, e então Leonardinho e a Comadre passa a morar juntamente a família de Leonardo. A convivência passou a ser transtornada, muitas brigas ocorriam entre Leonardinho, a filha de Leonardo Pataca e Chiquinha. Um dia ocorre uma briga enorme, e Leonardinho é expulso de casa.
Leonardinho em sua fuga encontra o antigo amigo sacristão da Sé, este lhe oferece moradia e Leonardinho aceita. Na nova casa mora uma grande família, entre os membro desta se encontra Vidinha, uma moça por quem Leonardinho despertava uma paixão, se esquecendo assim de Luisinha, o grande problema é que teria que lhe dar com dois concorrentes, ambos primos de Vidinha.
A Comadre vai até a casa de Dona Maria a procura de Leonardinho, e lá descobre que Luisinha esta prestes a se casar por vontade de Dona Maria com José Manuel.
Vidinha mantém certo namoro com um dos primos, porém é uma moça namoradeira, os primos ao notarem o interesse de Leonardinho em Vidinha se unem tramando assim um plano contra o inimigo. Arma-se uma enorme confusão e Leonardinho decide deixar a casa, porém nesta mesma hora entra na casa a Comadre. Durante horas de conversas, Leonardinho resolve ficar em casa e Vidinha se alegra com este fato, já os primos armam um novo plano para derruba-lo. Tempos depois, saem todos juntos, os primos já tinham plano armado, avisaram ao Major Vidigal sobre Leonardinho, e o Major por sua vez o prendeu por vadiagem.
É celebrado o casamento entre Luisinha e José Manuel.
No meio de uma confusão Leonardinho consegue escapar quando se encontra a caminho da prisão. Ele se esconde na casa Vidinha, e o Major não o encontra, entretanto o Major muito zombado pelo povo jura vingança a Leonardinho.
A Comadre dá uma bronca em seu afilhado, e pede que ele arranje um emprego, e deixe a vida vadia que leva até então. Ela consegue um trabalho na Ucharia Real (Despensa Real) a ele que aceita o emprego. O Major Vidigal fica desapontado, pois assim sendo não poderá mais prende-lo por vadiagem.
Na Ucharia mora um individuo chamado Toma-Largura, assim é chamado por conta de sua aparência grande e desajeitada. Toma-Largura possui uma mulher bonita. Um dia Leonardinho sem segundas intenções foi na ausência de Toma-Largura tomar uma sopa com sua esposa, inesperadamente Toma-Largura chega e arma uma confusão, fazendo com que Leonardinho seja despedido do emprego.
Vidinha descobre tudo e vai até a Ucharia tirar satisfação do ocorrido, Leonardinho ao vê-la tomada por ciúmes a segue, após a entrada de Vidinha na Ucharia, Leonardinho decide espera-la do lado de fora, porém encontra-se com o Major Vidigal que o leva preso.
Vidinha levada pela raiva xinga Toma-Largura e sua mulher, estes não reagem e Vidinha vai embora. Ao chegar em conta se dá conta da ausência de Leonardinho, o procura por toda parte e não o encontra.
Toma-Largura decide se vingar de Leonardinho e de sua esposa, então começar a encantar Vidinha. Vidinha o convida para uma festa, Toma-Largura bebe depois e acaba criando uma confusão. O Vidigal chega ao local da festa acompanhado de seu grupo, e dá ordem a um de seus granadeiros que leva Toma-Largura preso, para surpresa de todos o tal granadeiro é Leonardinho que se tornou auxiliar do Vidigal.
Leonardinho por vingança do Major Vidigal teve de se tornar granadeiro. Ele possui competência para o serviço, porém em uma festa foi pego pelo Major Vidigal o imitando como defunto com o fim de zombar e ridicularizar o Major. Leonardinho recebe sermões, e depois de uns dias é dado a ele o serviço de prender um moço chamado Teotônio. Teotônio se encontra em uma festa na casa do pai de Leonardinho, e este é mandado até lá como um vigia, entretanto se simpatiza com Teotônio e armar um plano para trapacear o Major. O plano teria dado certo e o Major de nada saberia se não fosse por um cumprimento e agradecimentos sobre o ocorrido dado por um amigo de maneira muito indiscreta. Leonardinho então é preso.
Dona Maria e a Comadre ao saber da prisão de Leonardinho tratam logo de planos para a soltura do rapaz, e juntas vão conversar com o Major Vidigal que a nada cede. As duas vão a procura de Maria Regalada, um amor antigo do Major Vidigal, as três se unem e após Maria Regalada dizer ao no ouvido do Major, este cede a soltura de Leonardinho.
José Manuel falece vítima de um ataque cardíaco. Leonardinho visita Luisinha durante o velório. Após o período de luto, Luisinha e Leonardinho começam a namorar, eles pretendem se casar, porém não é permitido o casório de granadeiros. O Major então cede a Leonardinho o cargo de Sargento de Milícias, e Luisinha se casa com Leonardinho.
O último capítulo do livro deixa dúvidas sobre um possível final feliz, já que o narrador diz acontecer uma “Enfiada de acontecimentos tristes”, deixando assim a obra em aberto.