terça-feira, 30 de julho de 2013

Permaneço na terrível barreira do limite a ser quem sou, não ajo, pois agir implicaria numa série de acusações das quais os dedos apontariam a mim. Nem triste, tampouco feliz, porém sozinha. Devolva-me o meu eu, pois necessito dele para viver, sobreviver tem se tornado torturante. Lembranças infantis, apenas lembranças infantis. Dentro duma estrada que não escolhi, afinal quem em sã consciência escolheria o lado avesso da vida?

Tão minha, tão sua

Ela faz sentir-me bem e especial, tem um jeito de mulher e de menina, assim ao mesmo tempo. Tão adulta, e tão criança. Dos meus segredos, sabe quase todos. Nas minhas crises existenciais me mostra um novo caminho, rumo ao meu verdadeiro ser. Tem um olhar sedutor, e também triste....Eu abri o meu eu, entreguei o meu lado avesso, fiz dela minha companhia. Num lugar distante, com uma presença tão viva. O desejo sangra, a felicidade é incompleta...

terça-feira, 2 de julho de 2013

CAPÍTULO 3 - A MADRUGADA - A PRIMEIRA CARTA DE AMOR

Eram duas da madrugada quando o telefone da casa de Marina começa a tocar. Ela levanta-se ainda sonolenta para atendê-lo.
- Aló
- Aló. Onde você se meteu? – Pergunta Gabriela furiosa do outro lado da linha.
- Que? Onde eu me meti? – Diz Marina em tom sarcástico.
- Liguei pra você o dia inteiro, a merda do seu celular desligado. Eu fiquei preocupada contigo.
- Não precisa se preocupar não. Eu sei me virar sozinha. – Responde secamente.
- Eu irei me preocupar sim, você é a mulher da minha vida. Você precisa me escutar.
- Já lhe escutei 3 anos da minha vida, chega uma hora que cansa, não achas?
- Eu amo você... – A voz de Gabriela saia entre choros.
Marina queria se demonstrar forte, mas sentia seu coração partido ao ouvir a voz de Gabriela ao telefone. Uma dor ia lhe apertando o peito, e a vontade de chorar já não cabia dentro dela e se transformava em lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Ambas choravam na linha pelos próximos cinco minutos que se seguia.
- Já é tarde, você deve estar com sono. Boa noite – Marina disse num tom mais calmo.
- Eu quero ouvir sua voz...
- Não é um bom momento para conversamos. Eu ligo outra hora. Boa noite. – Sem esperar pela resposta e sem dar tempo para que a mesma ocorresse Marina desliga o telefone e volta para sua cama.
Em seu quarto era impossível não se lembrar de Gabriela, observava as paredes com os discos de vinis pendurados, e lembrava-se do dia em que Gabriela a ajudou decorar aquele ambiente. Era uma tarde de verão, e Marina acabara de se mudar para aquela pequena casa. Gabriela a ajudou na mudança, e ambas arrumaram aquele quarto. Marina pintou uma parede de preto, e Gabriela escreveu algumas frases sobre a mesma. Ali estava Marina, olhando para aquele ambiente e recordando-se de todos os abraços, de todas as noites em que esteve ali com Gabi. Sentia uma sensação estranha e um vazio tomando conta do seu ser.   
Luiza acordara por volta das três da manhã, acendeu um cigarro e deu inicio a leitura de mais um capítulo de Aquele Dia Junto Ao Mar. O romance relatava o amor entre Duda e Gaby, e todas as descobertas que a levavam para caminhos difíceis e conturbados. Luiza imaginava todas as cenas ali descritas, e perguntava-se sozinha na possível chance de viver um amor parecido com o das duas garotas. O livre mexia com a libido de Luiza, e ela imaginava todos os dias em como e com quem seria a sua primeira vez. Luiza estava num capítulo excitante do romance, e seu corpo arrepiava-se a cada verso lido. Sentia um desejo enorme de se tocar, e assim o fez.
Marina ainda acordada recorda da garota dos cabelos de fogo, e pensa em mandar-lhe uma mensagem de texto, agradecendo-a pela companhia. Ao olhar o relógio nota que são quase quatro da manhã e resolve deixar os agradecimentos para outra hora. Ela caminha até a cozinha, bebe um gole de vinho e volta para sua cama, e assim cai no sono.

O sono começa a chegar à Luiza, ela coloca o marcador numa página de seu livro e adormece.  

Capítulo 2 - Lembranças – A Primeira Carta de Amor

No caminho de volta para casa Marina relembrava como havia sido o seu dia, e ria sozinha. Saíra pela manhã para encontrar Gabriela, haviam discutido e decidiram terminar o relacionamento. Caminhava para sua casa e encontrara Luiza, a desconhecida que desabafou e a ouviu. A desconhecida com quem passou o final da tarde e o começo da noite.
 Luiza tomara um banho demorado, e subira para seu quarto. Ao som de Faz Parte do Meu Show relembrava de Marina, e se sentia melhor após desabafar seus problemas com ela. Marina, a morena, alta, dos cabelos longos e negros, a mulher de 22 anos que a acolheu em seu abraço.
Marina chegara em casa. A casa que dividia com uma amiga.  Foi até a cozinha bebeu um gole de vinho e se direcionou até seu quarto. Acabara de sair do banho e deu de cara com Isis, sua colega.
- Oi, está tudo bem? Você parece assustada... – Questionou Marina.
- Eu quem pergunto se está tudo bem. A Gabriela ligou diversas vezes atrás de você. Parecia nervosa e chorando ao telefone. Tentei te ligar, o que houve com seu celular? O que houve entre vocês?
- Está tudo bem. Meu celular está sem bateria, tivemos uma discussão pela manhã e terminamos. -  e virou-se para se vestir.
- Que?
- Que o que?
- Terminaram? Assim “terminamos”?
- É, terminamos.
- Você está bem, Marina?
- Estou, Isis.
- Você me fala que terminou com a Gabriela, ela liga aqui diversas vezes nervosa, você chega a essa hora e diz que está tudo bem?
- Mas está tudo bem. Terminamos, não dava mais. A vida é assim. Já sofri muito desde a traição. O que esperava?
- Já desconfiava de um término próximo, mas você me parece tão bem para algo tão recente. Onde esteve no final da tarde?
- Encontrei uma garota perdida e solitária por aí, desabafamos juntas, fomos a um bar, a levei até a casa dela e agora estou aqui conversando contigo.
- Uma garota perdida?
- Sim, Luiza o nome dela.
- Você não está bem mesmo, Marina - Disse Isis balançando a cabeça.
- Tive um dia maluco hoje, senta ai na cama pra gente conversar.
Marina contou à Isis tudo que aconteceu no decorrer daquele dia, e Isis realmente ficou surpresa com a reação de Marina diante do término com Gabriela. Apesar de já suspeitar da possível separação, Isis acreditava que Marina fosse sofrer um bocado com isso, mas sentiu-se melhor ao ver a amiga feliz por ter conseguido superar isso num período tão curto, e ficou curiosa ao ouvir falar de Luiza.
Luiza estava num capítulo empolgante do livro “Aquele dia junto ao mar” quando sua mãe bate na porta de seu quarto. Ela levanta-se abre a porta e volta novamente para cama. Sua mãe lança lhe um olhar de reprovação.
- Onde estava até essa hora da noite? – Pergunta sua mãe.
- Na rua. – Responde secamente Luiza enquanto seus olhos permanecem fissurados diante do livro.
- Na rua? Essa é a resposta mais convincente que você tem?
- Você perguntou onde eu estava, e eu já respondi. – Retruca Luiza deitada com as pernas cruzadas e os olhos ainda presos ao livro.
- Você acha isso certo?
Luiza responde sua mãe com uma frase dita por Cazuza:
- “Existe o certo, o errado e todo resto”.
Sua mãe sai do quarto e encosta a porta. Luiza permanece sua leitura por alguns minutos, mas logo deixa o livro de lado e olha o número de Marina em seu celular. O rosto de Marina lhe vem a mente, ela recorda de seu abraço, e minutos depois cai no sono.

Isis já havia saído de seu quarto, e Marina agora pensava em Gabriela. Recordava dos momentos bons em que esteve ao lado dela, e uma lágrima escorre pelo seu rosto. Sabia ela que apesar de parecer forte naquelas primeiras horas, Gabriela ainda era dona de um pedaço muito grande de todos os seus sentimentos. E que esquece-la não seria uma tarefa tão fácil. Por outro lado recordava-se também de Luiza, e isso arrancava-lhe um sorriso no cantinho da boca. Numa mistura de sentimentos, Marina dorme tranquila. 

A Primeira Carta de Amor - Capítulo 1 - Um dia frio, onde tudo começou

Era uma tarde chuvosa e o relógio apontava quase 3 três da tarde quando Marina caminhava pela rua apressadamente e avistou uma garota baixa, de olhos negros, cabelos de fogo, curtos e repicados. Luiza, era o nome daquela garota que a fez acalmar os passos e acompanha-la com o olhar. Marina acabara de sair de uma discussão enorme que dera fim ao seu relacionamento, e lá estava ela observando uma estranha.
Luiza tinha 18 anos e caminhava sem rumo naquela tarde chuvosa. Sua mãe descobrira há pouco tempo sobre sua sexualidade e desde então sua vida se encontrava vazia e triste.
Marina não tirara os olhos de Luiza desde o momento em que a avistou, e notando o semblante triste e vazio da garota caminhou a sua direção. Luiza estava sentada num banco da praça observando a chuva cair, quando sentiu que alguém se aproximava e sentava-se ao seu lado, e logo ouviu uma voz.
- Olá - Dissera Marina,
e Luiza num tom seco e frio respondeu:
- Oi.
Marina que também encontrava-se triste optou pelo silêncio nos dez minutos que se seguiu...
- Quer um cigarro? - Perguntou Luiza enquanto tragava um LM de menta.
- Aceito.
As duas tragaram em silêncio, e a cada tragada a dor ia se anestesiando...
- O que faz aqui sentada num banco enquanto a chuva molha seu corpo? Você pode pegar um resfriado, sabia?
- O mesmo que você - Respondeu Luiza.
- Ah é? E você sabe o que estou fazendo aqui?
- Teu semblante não nega que estas saboreando a solidão.
- É a primeira vez que saboreio a solidão na companhia de uma estranha.
Um silencio se segue, e o vento move para próximo do olho uma mecha do cabelo de Marina...
O vento batia gelado, a chuva já havia parado. Ambas estavam molhadas e com frio.
- Podemos conversar em outro lugar? - Sugeriu Marina.
- Um lugar tranquilo de preferencia - E sorriu.
Marina a levou para um pequeno bar. Ambas conversaram sobre tudo que estava machucando-as. Marina contou à Luiza sobre sua antiga namorada, Gabriela. Contou que a namorara por 3 anos e que a amava muito, mas que depois que Gabriela a traiu o seu relacionamento nunca mais foi o mesmo, contou sobre todas as brigas que acorreram após aceita-la mesmo sabendo da traição, e finalizou seu desabafo de amarguras contando-lhe sobre o término do relacionamento que ocorrera hoje horas antes de encontrar Luiza naquela praça. Luiza a consolou como pode, apesar do seu jeito frio e inexperiente.
Apesar de fechada e sucinta com as palavras, Luiza entre pausas e choros contou à Marina sobre a descoberta de sua mãe a respeito de sua sexualidade. Contou que a mãe a viu há algumas semanas com uma garota ao final de uma balada, e que a partir daí sua vivência dentro de casa nunca mais foi a mesma. Relatou sobre as agressões que a mãe havia cometido, sobre a rejeição que vinha recebendo do único membro da família com quem havia contato. Luiza, calou-se e chorou baixinho. Marina a abraçou e afagou seus cabelos de fogo acalmando-a e relatando sobre a descoberta de sua mãe há muitos anos atrás e contando-lhe que havia sido parecido com tudo que Luiza vivia no momento, mas que atualmente sua mãe já estava mais tranquila e acolhedora em relação a isso, e finalizou dizendo que tudo era uma questão de tempo, e que esse momento fazia parte.
Um tempo se passou e já estava escurecendo, Marina começara a ficar preocupada com a volta de Luiza para casa, e sugeriu sua companhia para leva-la. Luiza não queria voltar.
- Não quero voltar, deixe-me por aqui mesmo.
- Está tarde, e não deixarei uma dama sozinha nessa escuridão perigosa.
- Lá em casa tem sido difícil...
- Encare de frente. Seja você mesma. Essas poucas horas que estive contigo percebi o quão especial tu és. Não temas.
- Nunca imaginei abrir minha vida à uma estranha - E sorriu.
Marina sorriu de volta e perguntou:
- Aceita minha cia?
- Você me convenceu - Respondeu Luiza e ambas sorriram.
Marina a levou até em casa, e no caminho foram se conhecendo um pouco mais. Luiza gostava de rock nacional, era apaixonada por música popular brasileira, estava prestes a prestar vestibular para estudar Letras, tinha uma queda pelo comunismo de Marx, adorava História, e era apaixonada por cachorros. Marina tinha gostos parecidos com os de Luiza, estudava História e pretendia conhecer diversas partes do mundo.

A conversa se tornava empolgante, mas foi interrompida pela chegada de Luiza em casa. Ambas trocaram telefones e ali começava um elo entre elas.

sábado, 29 de junho de 2013

Eu beijo a imperfeição

Haverá sempre o vício por adrenalina dentro de um misterioso amor. Nunca nada se encontrará numa linha de encontro a perfeição. Existirá curvas que nos direcionarão há caminhos misteriosos e obscuros. Se a paz está de um lado a guerra se encontra do lado oposto. E nada será tão delicado quanto o beijo molhado na boca da imperfeição. O ódio e o amor, juntos, crescerão a cada anoitecer, a cada amanhecer. O notável apontará apenas os erros. Os sentimentos se misturam de forma imperfeita. A saudade nunca é maior que o desejo de ver. E eu já não sou maior, e nem menor que você.

sábado, 15 de junho de 2013

"O Vandalismo Veste Fardas"




 Palavra com origem na Grécia Antiga, onde Demo=Povo e Kracia=Governo, a democracia é sistema de governo no qual o povo participa. Esse sistema de governo foi implantado inicialmente na cidade de Atenas, entretanto nem todos participavam; era uma democracia limitada, no qual mulheres, escravos, estrangeiros e crianças não podiam participar das decisões políticas.  
Com o passar do tempo este sistema de governo começou a se alastrar pelo mundo, e através de manifestações que reivindicavam a participação de todos no que se diz respeito à política, a democracia passou a ser um direito de todo cidadão, exercido pelo governo do povo para o povo. Há duas formas de democracia existente, sendo elas:
  Democracia Direta: o cidadão que votou é convocado para aprovar ou rejeitar questões referentes ao país, dessa forma a democracia direta se torna uma forma de consulta popular antes que a lei ou mudança passe a acontecer.  
 Democracia Indireta ou representativa: participação do povo através do voto para eleger representantes políticos que tomaram decisões em nome dos seus eleitores.
No Brasil em 21 de abril de 1993 ocorreu um plebiscito (democracia direta) sobre a forma de governo, onde o povo decidiu manter a República Presidencialista. Atualmente o Brasil vive numa democracia representativa, entretanto há diversos fatores que nos levam a crer que ainda vivemos dentro de um país no qual a democracia não é respeitada.
 No que se diz respeito à participação do povo nas decisões políticas nota-se que os representantes não estão respeitando a vontade de seu povo, e dessa forma caracteriza-se um poder autoritário, no qual a população não possui o seu direito que é assegurado por lei respeitado, de intervir sobre o que diz respeito ao seu país.  
 A função que cabe aos agentes integrantes da Polícia Militar se resume em exercer e assegurar a segurança pública. Função essa muito diferente da exercida pelos mesmos nas manifestações ocorridas pelo país.
Aquela velha frase de que o Brasil é um país acomodado e sem lutas por mudanças já não se encaixa no Brasil das últimas semanas. O que vemos são pessoas nas ruas lutando por um país livre; a questão nunca foi os 0,20 centavos, e sim os direitos.  

 Um show de covardia, violência, vandalismo, descaso, autoritarismo, repressão... em 2013. O Brasil acordou de um sonho profundo que teve inicio há décadas passadas, e agora a rua virou o palco das manifestações de pessoas que buscam uma mudança nesse país que a democracia deu uma volta e esqueceu-se de voltar pra casa. A polícia joga o sonífero, tentando fazer com que a população volte a dormir, mas ele já não surte efeito, e a luta prossegue num Brasil onde ter um vinagre na bolsa é motivo para prisão, num Brasil sem direitos respeitados. Um governo nojento, e uma “Polícia, fascista, capacho e imperialista".  

sábado, 8 de junho de 2013

Solidão a 2


Os teus gritos silenciosos soam a mim como um pedido desesperado de socorro, estremecendo meus ouvidos e me deixando também sem fala... Eu preciso encontrar uma maneira de passar por você sem ser percebida, arrancar essa tua dor e esse teu vazio que de tão longe se misturam ao meu. Eu estou solitária no meu mundo, e você rodeada de pessoas no teu, mas a tua solidão é bem maior que a minha...
 Porque a sua existência tem feito com que de algum modo eu me tornasse parte de você, e eu já não consigo desligar esse vínculo criado pelo quebra-cabeça da vida... E quando os teus olhos se encherem de lágrimas haverá algo dentro de mim que gritará a tua dor também... Eu já não sei o que pertence a mim, e o que pertence a você.

 Num turbulento voo estou levando os meus dias, dentro de um caos com começo e meio, mas sem nunca encontrar o seu fim... 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Impostos e Educação


O Brasil se encontra entre os maiores países arrecadadores de impostos, porém no ranking da educação o país perde feio. Dentre todos os impostos arrecadados surge a dúvida da porcentagem revertida em educação.
 A primeira fonte de impostos a pagar pela educação no Brasil segue de 20% do total retirados do Salário Educação, uma contribuição feita por empresas sobre o valor de 2,5% da folha de pagamento anual. A segunda fonte (80%) vem dos impostos, dentre eles municipal estadual e federal.
 O dinheiro que é repassado para as escolas é regulado pela Constituição Brasileira determinada pela regra Vinculação de Recursos, que determina o orçamento mínimo a ser investido, sendo 25% por estados e municípios e 18% pela união. Mesmo com a determinação do orçamento mínimo, em 2008 houve cinco estados com investimento inferior ao que a vinculação de recursos determina.
 O dinheiro é dividido de acordo com a fase, sendo 84,5% para a educação básica: 64% ensino fundamental, 13% ensino médio e 7,5% para educação infantil; restando 15,5% ao Ensino Superior. A distribuição deste dinheiro segue também uma regra, sendo 60% para folha de pagamento, 27% para manutenção e funcionamento para rede de ensino, 6,6% para reformas e construções de escolas, 6% para encargos sociais e 0,4% para incentivo a pesquisa.
 Com todos esses dados surge a dúvida: o país investe suficiente na educação?

 Em 2006 3,9 do PIB (Produto Interno Bruto) foram investidos em educação. A educação da Coreia do Sul seguia a mesma linha da educação brasileira, para sair deste problema a Coreia investiu durante dez anos 10% do seu PIB somente para educação.  

“Quanto mais proibido, mais faz sentido a contravenção”


Assunto de grande discussão, o aborto tem causado polêmicas aos que se manifestam contra e a favor. É possível notar no meio de todas essas discussões o excesso de sentimentalismo por parte dos que são contrários ao aborto; esquecem-se de que a legalização do aborto diz respeito não somente ao livre arbítrio da mulher, mas também a saúde da mesma.
 Atualmente, no Brasil só é possível realizar um aborto quando a gravidez representar um risco de morte à mulher grávida, o mesmo deve ser realizado dentro de até 12 semanas de gestação; quando for diagnosticado que o nascituro não apresenta nenhuma condição de vida após o seu nascimento, nesse caso o aborto deve ocorrer dentro de até 16 semanas; ou quando a mulher conseguir provar que foi abusada sexualmente.  O aborto realizado fora das condições impostas pelo artigo 142° do Código Penal Brasileiro implica em penas que variam de 2 até 8 anos de prisão.
 A questão vai muito além do sentimentalismo e da crença; o aborto quando não legalizado, implica numa série de problemas e gastos que poderiam ser evitados com a legalização do mesmo. A discussão nos leva a duas perguntas: Quando um feto pode ser considerado um ser digno do direito à vida? E quando a mulher terá de fato o direito a não intervenção garantido no Artigo 4 parágrafo IV da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988?. A primeira pergunta nos abre uma série de questionamentos, visando que em nenhum momento a Constituição cita o início da vida, e também não cita quando um feto é considerado digno de direitos; partindo para a ciência, a vida começa a partir da terceira semana de gestação, sendo assim um feto com 3 semanas é considerado uma vida, entretanto o mesmo  possui nessas primeiras semanas um sistema nervoso muito primitivo, não havendo atividade mental e consciência. Em que lugar chegar com tudo isso? A resposta é bem simples, não há na Constituição nenhum informe indicando o início dos direitos presentes nela a um feto, mas é possível notar que as leis dão o direito a retirada de um coração para se dirigir a doação quando um indivíduo perde em um acidente o funcionamento do cérebro, caracterizando-se dessa forma  a perda do direito a vida presente na Constituição. Ou seja, um feto sem atividade cerebral não pode ser digno dos direitos presentes em nossa Constituição, quebra-se dessa forma a famosa frase de que legalizar o aborto implica em um ato que retira do feto o seu direito como um individuo. A outra pergunta nos leva a uma resposta ainda mais simples, a mulher como uma cidadã digna de direitos não pode sofrer intervenção do Estado ao que se refere a sua vida íntima e pessoal, fazendo com o corpo dela o que a mesma desejar.
 O Estado possui o dever de fornecer ao seu povo o acesso à saúde. A proibição do aborto faz com que as mulheres que desejam e/ou necessitam abortar procurem meios ilegais, tais como as clínicas clandestinas, muitas dessas mulheres sofrem complicações por a clínica não ser regularizada como deveria, e acabam tendo hemorragias e demais complicações, recorrendo ao SUS (Sistema Único de Saúde), por se sentirem envergonhadas do ato cometido acabam esperando horas para se dirigirem a um hospital, as complicações se agravam, e muitas acabam vindas a óbito.

 Portanto, devemos encarar a legalização do aborto como uma medida que irá contribuir e garantir o direito das mulheres, trazendo a mesma uma segurança maior na realização da cirurgia, garantindo que as mulheres tenham poder sobre seu próprio corpo e a legalização constitucional. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Ponto final depois das vírgulas


Um belo dia eu acordei, tomei o meu café da manhã, sentei-me e parei para pensar em todos esses quase17 anos da minha vida, refleti sobre as minhas escolhas, sobre minhas amizades, pessoas que foram, pessoas que ficaram, os sonhos realizados, os sonhos perdidos... As palavras não ditas, os silêncios quebrados...  Percebo que meus velhos medos não são mais os mesmo, que meus dias nunca foram iguais... Lembro-me daquelas tardes de domingo que me divertia na ida ao mercado com meu pai, recordo de cada brinquedo deixado em minha cama enquanto eu dormia, e até me lembro daquelas brincadeiras bobas que me arrancavam sorrisos sinceros... Pois é, como o tempo passa... Desde a separação dos meus pais sinto que falta algo em meus dias; realmente falta, falta o outro lado da minha antiga inspiração, falta um lado que acompanhe todo meu crescimento, um outro alguém que acompanhe os meus sonhos... Às vezes a vida nos dar esses obstáculos e temos que enfrenta-los tirando o lado bom da situação, e venho tentando fazer isso diariamente.
 A gente vai crescendo e o amor de família vai ficando insuficiente para suprimir toda essa nossa carência de atenção, buscamos alguém do qual acreditamos ser capaz de suprir tudo o que falta, mas a verdade é que sempre falta algo, sempre resta um vazio dentro de nós, e muitas vezes não somos capazes de encontrar uma maneira de preenchê-lo.

 A vida vive brincando conosco... Há certas peças desse quebra-cabeça que são complicadas de se encaixarem, e outras parecem estar faltando. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Grande Inverno dos Sonhos

 Com o coração na mão, eu escrevo o que não é uma canção, eu escrevo o que não é um poema, um soneto, e tampouco uma oração. Eu escrevo para que saibas através de palavras o que ocorre dentro de mim, e tudo não é tão simples assim. Com o sorriso disfarçado eu lhe observo de longe, eu leio os teus olhares, e fico cá no meu mundo sonhando em lhe encontrar. As minhas atitudes já não escondem esse sentimento que foi além do que deveria ir; que chegou ao ponto inexplicável e já não sei o que fazer de mim.  Existe uma força que me puxa para perto de ti, mesmo que minha razão não queira, o meu corpo insiste e diz que sim.  Há barreiras entre você e mim, entre o que quero e o que me quer...Há medo, há vazio, há solidão... E diariamente tentamos transformar isso em um sorriso falso, em uma conversa limitada, num teatro onde ambas possuem papéis e rumos diferentes...  

sábado, 25 de maio de 2013

Depois da imperfeição


Quando eu não tiver mais lágrimas nos meus olhos, e não puder mais expressar com gestos os meus gritos de tristeza e solidão, quando o vento não tocar mais a minha pele, quando eu não sentir mais essa raiva dentro de mim, quando eu não puder ver mais a luz , quando a saudade passar a existir dentro de outro ser... Quando eu não estiver mais aqui, de um erro me tornarei a perfeição.

Mais Uma Dose de Solidão


Sentindo-me sozinha... Essa solidão que antes me caia bem, agora faz sentir-me frágil, triste e em pânico... Só queria encontrar um artificio mágico que levasse consigo toda essa tristeza que sinto; esse vazio que me aperta o peito. Procurando um sentido que me mantenha em pé, que coloque um sorriso nesse meu rosto triste e morto. Tento parecer estar bem, mas por dentro há algo que me corrói, e eu mesma não sei explicar e tampouco entender. Me pego em lembranças, e percebo que agora é apenas isso que me resta; lembranças e amores não terminados, não começados, não vividos. As pessoas costumam dizer que há algo de bom guardado a nós, e que um dia os problemas acabam e somos preenchidos por felicidade, amor e carinho... Acho que alguém roubou o que pertence a mim. Iludo-me fácil com algumas coisas, acredito que posso mover o mundo com as minhas pequenas mãos... Esse mundo sempre desaba, e eu já não sei como reconstruí-lo.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Demagogia da Liberdade




Com o golpe de 64 a sociedade perdeu a liberdade; não era permitido qualquer tipo de manifestação que fosse contra aquilo que era imposto pelos militares. Aqueles que se opunham a tal realidade sofriam perseguições, torturas, exílios e até mesmo a morte.  Apesar de toda a repressão, e de forma ilegal a população se manifestava contra a ditadura; em 1985 o Colégio Eleitoral escolhe Tancredo Neves para Presidente da República, o mesmo fica doente e seu vice José Sarney assume a presidência, e dessa forma ocorre o “fim” da ditadura militar.
Com redemocratização do país, surge a Constituição de 1988 e nela a população tem seus direitos assegurados, dentre eles o direito à liberdade. Artigo 5°, parágrafo III – “Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, parágrafo IV “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” O que assusta é saber que mesmo depois de 28 anos do “fim” da Ditadura Militar ainda são visíveis os rastros de repressão, ainda que tenhamos o direito a se manifestar.
Não foram poucas vezes em que diversas pessoas se reuniram em lugares públicos para se manifestar contra alguma injustiça, levando por meio das passeatas uma visão politica, e mesmo tendo esse direito assegurado por lei foram reprimidos pela Polícia.
 O Brasil está entre os países em que o voto é obrigatório, dessa forma o voto se torna uma obrigação e não um direito, não é liberdade, é imposição.
 Portanto, a ideia de liberdade hoje é demagógica, não há de fato liberdade. A liberdade só passará a existir quando não houver limitação e imposição. Seremos livres quando conseguirmos derrubar a autoridade que reprime. É necessário coragem e, antes de tudo conhecimento para que a liberdade exista de fato. Como disse George Orwell “Se a liberdade significa alguma coisa, será, sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir". 

domingo, 12 de maio de 2013

Sindicato Traidor e Polícia Repressora!


A greve foi suspensa e as aulas serão lecionadas normalmente. Mas vamos lá... Será que tudo que vem passando na mídia é 100% verdade? Ou estaria ela omitindo informações e escolhendo os heróis e os vilões? Pois bem, muito tem sido veiculado a respeito da assembleia que aconteceu na sexta-feira, mas nem tudo está sendo apresentado da maneira que de fato aconteceu.
 Havia uma número considerável, a Bebel (presidente da APEOSP) começou a ler a proposta do governo, porém de boca; opositores começaram a falar, e explicaram que nada havia sido assinado, e que não haviam atendido as reivindicações. Houve então a votação para decidir se a greve se estenderia ou terminaria. A maioria votou para continuação da greve, pois se não havia sido atendidas as reivindicações para que terminar a greve? Então o que aconteceu em seguida foi um show de manipulação, covardia e excesso de poder. A Bebel (presidente da APEOSP) colocou fim a greve mesmo que de maneira democrática a maioria havia decidido pela continuação. A partir desse momento começou a confusão. O que realmente é de se estranhar é que nesse última assembleia havia um número muito maior de polícia do que as assembleias anteriores, o que deixa uma ponta de duvida de que a Bebel já sabia o que iria acontecer...
 No meio da confusão alguns professores cercaram o caminhão da APEOSP para impedir que o mesmo pudesse sair, alguns professores jogaram garrafas de água no caminhão , então os policiais começaram a bater em todo mundo. Cantaram, gritaram e nada da APEOSP se manifestar, foi ai que a polícia bateu mesmo, e então começaram a jogar o que encontravam na polícia.
 Os opositores começaram a caminhar; trabalhadores da região foram para a calçada ver o que estava acontecendo, e nesse momento a policia parou de bater. Opositores caminharam até a república, motoboys e carros (inclusive da polícia) aceleravam e buzinavam ao passar perto deles. Chegando na República houve uma divisão, parte ficou em frente a secretária, e a outra em frente ao sindicato. Agarraram as grades para impedir que a polícia os tirassem de lá, mas a mesma ainda tentou. Ficaram lá por um bom tempo, até que ficou resolvido de uma comissão conversar com o sindicato para marcar uma nova assembleia, o que também é de se duvidar que ocorra. 

sábado, 11 de maio de 2013

As balanças estão vazias

 Saudade da infância, saudade de ser a menininha mimada...O tempo passa e hoje eu não choro mais pelo joelho que se ralou num tombo de bicicleta, ou pela boneca que se quebrou, tampouco por estar escuro e sentir medo de dormir sozinha...ê saudade dos meus medo infantis... Estou crescendo e aquelas velhas roupas já não cabem mais em mim. Eu já não recebo aquela atenção por sentir uma dor, já não me colocam mais no colo e dizem que tudo vai ficar bem. Sinto falta daquela alegria boba de criança ao ir ao mercado com os pais, sinto falta de quando os dias eram preenchidos por aquelas bobas brincadeiras, falta de quando tudo era simples e um brinquedo novo resolvia todo problema...

sábado, 4 de maio de 2013

A Dama do Mistério



Eu vou dançando nessa dança dos dias, hora me sinto completa, noutras vazia... Sinto algo estranho dentro de mim, uma mistura envolvente de medo, tristeza, alegria, solidão... Eis que como por encanto surge em momentos da minha vida alguém que me arranca sorrisos em horas tristes, que traz consigo um brilho encantador e mágico.
 Possuidora de uma beleza atraente, de um olhar sedutor... Dona do mistério... A mulher amada por muitos, a que provoca ódio em outros... Como decifra-la? Um enigma indecifrável. Uma dama poderosa e sexy.  Toca o mundo com sabedoria, vive para si. Aquela que causa um sentimento de saudade física, mesmo sem ter estado presente. Sugere, não fala.
 Aprendi, aprendi que algumas pessoas surgem em nossas vidas do nada, mas com propósitos incríveis, aprendi que podemos aprender muito com alguém, mesmo que distante. E que nada nessa vida é em vão, que todos nossos sonhos e desejos são realizáveis, senão da forma que queremos, mas de modos não menos importantes.
 Que meus dias sejam tomados por suas palavras, por seus gestos, que eu possa em algum momento vê-la sorrir de perto. Muito além do que meus olhos podem ver, mas, muito mais do que eu possa escrever...

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dança dos Dias


Essa confusão que habita em meu ser, essa solidão que encontrou moradia em meu peito...Não sei não, mas quando penso  que minha vida está tomando um rumo menos dolorido  vem os dias e me surpreende com momentos que pensava eu terem ficado para trás.
 Tenho estado num desejo profundo por atenção, carinho, sinceridade... e nada. Apontam-me erros que são verdades a mim, julgam escolhas das quais não cabem a eles. Estou me afogando num mar de mágoas... Perderia eu os meus ideais para realizar de maneira plena os sonhos alheios? Será que fariam por mim o que desejam a todo custo que eu faça por eles?
 O som de um piano invade o quarto escuro e frio, fazendo-me dançar mesmo que insistam em mudar o ritmo da dança...

sábado, 27 de abril de 2013

Movimento Grevista



Muito se tem comentado a respeito da greve dos professores. No meio de tantas leituras, críticas, reportagens, dentre outros, é possível notar tanto argumentos de pessoas se posicionando a favor, tanto contra a greve.
 O importante é que todos tomem conhecimento sobre as reivindicações feitas pelos professores e a partir desse momento elaborarem argumentos cabíveis para que se defenda um determinado ponto de vista.  O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo divulgou uma nota no dia 19 de abril esclarecendo os motivos pelos quais estão em greve: “Os professores estaduais estão em greve por reajuste salarial, pela jornada de piso, por condições de trabalho, pelo fim da precarização do trabalho (categoria “O”), contra a privatização do hospital do Servidor\ IAMSPE e outras reivindicações.
 A greve é necessária porque o governo não negocia e não atende nossas reivindicações. Sem negociar, decidiu propor irrisórios 2% de reajuste, mas diz que são 8,1%. Na verdade 6% já estão previstos desde 2011. O reajuste de 2% significa apenas R$0,19 (dezenove centavos) por hora-aula para o PEBI e R$0,22 (vinte e dois centavos) por hora-aula para o PEBII.
 No mínimo, o governo deveria além dos 2% (que completam a reposição de inflação desde junho de 2011) dar mais 5% referentes ao que nos ficou devendo em 2012, ou seja, pelo menos 13,5%.
As más condições de trabalho, jornadas estafantes, violência nas escolas e outros fatores têm provocado o adoecimento e a falta de professores nas escolas. Os estudantes e suas famílias estão sendo prejudicados. A luta, portanto, é de todos.”
 Pois bem, tenho lido e escutado pessoas que provavelmente não sabem o mínimo de informação sobre o motivo pelo qual os professores aderiram à greve, e que sem informações alguma têm criticado de maneira baixa não apenas esses profissionais, mas todos os outros que para reivindicar seus direitos aderem o mesmo método.
 Deparei-me ontem com uma crítica da qual dizia que os profissionais que aderem a greve estão preocupados apenas com os seus direitos e se esquecendo dos seus deveres; intrigada perguntei quais seriam esses deveres que estariam esses profissionais deixando de cumprir, e a mesma falou que um médico quando adere uma greve está deixando de atender um paciente, e por esse motivo estaria ele deixando de salvar uma vida, logo, deduzi que ela queria dizer que os professores aderindo a greve estão deixando de lecionar, sendo assim não estão cumprindo com seus deveres. A mesma ainda citou um fato de que perdeu um parente porque um médico estava em greve; pois bem o que talvez essa pessoa não saiba é que o médico que deixou de atender o paciente estava lutando por melhorias na área da saúde, que esse médico que ela tanto julga por estar participando de uma greve estava lutando contra a falta de leitos em hospitais. Tentei mostrar a ela essa realidade, e a mesma disse “Nesse dia havia leitos, o que não havia era médicos”. Será que se os médicos estivessem nos hospitais haveria leitos? Acredito que se os médicos não estivessem na greve, o paciente morreria por falta de leitos e não por falta de médicos. O mesmo vale aos professores, eles não estão em greve porque acordaram e decidiram que não iriam trabalhar, se estão em greve é porque há motivos para que se ocorra a greve. Outro argumento utilizado para defender o ponto de vista foi de que as greves de nada adiantariam, que nada iria mudar. Realmente, talvez isso não mude. Não mude porque a grande maioria da população que deveria dar apoio e reivindicar junto está em casa vendo novela. Eu fico feliz que os jovens da época da ditadura não pensavam assim, e hoje ainda que tenhamos problemas, temos o direito de expressar a nossa opinião sobre algo. Imagine se teríamos a "DEMOCRACIA" caso não fosse estudantes e demais pessoas lutando pelo fim do regime militar. E quanto à independência do nosso país? Quanto à abolição da escravatura? Como seria o mundo hoje se não fossem essas lutas? O que será dos futuros professores e da educação brasileira se os professores não saírem nas ruas para lutar por isso?
 O grande problema é que há pessoas que apenas se preocupam com seus deveres, esquecendo-se dessa maneira os deveres que tem o Governo com seu povo. Portanto, é de extrema importância que o movimento grevista não seja aderido apenas por profissionais da área, e sim, que nós estejamos juntos nessa causa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

As Duas Faces do Verso


    Eu sou dócil, ao mesmo tempo em que sou agressiva. Eu sou fria, e também quente. Sou a mistura perfeita e imperfeita entre o amor e ódio. Há momentos em que me sinto feliz, noutros triste. Ando em grupo, mas às vezes sozinha.  Gosto do claro, mas há momentos em que se é preferível o escuro. A mistura da coragem e do medo.  Me desespero a esperar. Quero ser tudo, e de vez em quando o nada.  Excesso e escassez.  Vida e morte.  Loucura e lucidez.  O regresso e o progresso. O início e o fim. 

Valores

 A grande dificuldade tem sido fazer com que os outros respeitem nossas vontades e decisões, que entendam que não possuímos aqueles velhos sonhos que eles criam a nossa imagem. Somos seres com pensamentos, desejos, gostos, sonhos, ideologias distintas; e mais que isso, algumas vezes estamos inseridos dentro de um tempo diferente, e nossas atitudes muitas vezes são equivalentes a época em que vivemos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tempo de saudade


O vento gelado percorre o quarto fazendo mover as cortinas. Dias frios me bate uma nostalgia de momentos felizes e amáveis. Lá fora a chuva cai, cá dentro cai meu mundo. Tenho desejo de tudo que ainda não toquei, do que não senti, do que não beijei, ao mesmo tempo que tenho saudade de tudo que já fiz. É de tamanha tristeza conviver com essa angústia que me percorre os dias, me fazendo esperar por uma força maior que eu chamada tempo. Espero por ele como a criança que aguarda na escola a chegada de um responsável que o busque na hora de ir embora, aguardo com a esperança de uma criança ao acreditar que as nuvens são feitas de algodão doce. Os sonhos que possuo são os mesmo que comecei a construir há algum tempo, mas que por infelicidade do destino tiveram de ser interrompidos e aguardar para um novo momento de reconstrução. Eu não sei o que a vida espera de mim, são tantas incertezas que também desconheço o que esperar dela. Eu movia meu mundo com delicadeza que foi se perdendo ao meio de tantas confusões. Eu vivo para que a morte não me leve...cedo demais.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Estrada a seguir


Que saibamos persistir ao ouvir um “não”. Que busquemos nossos direitos. Que tenhamos coragem e persistência para mudarmos o quadro vigente. Que o medo não cale a nossa voz. Que não nos deixemos ser levados por a voz de um superior que tenta a todo custo nos tirar direitos. Que não sejamos alienados. Que não tenhamos preguiça ao buscar conhecimento.  Que continuemos nessa luta, pois sabemos que somos capazes de transformar a realidade imunda que se alastra diariamente. E que por fim olhemos para trás e percebamos que todos nossos esforços foram significantes, e que nada foi jogado ao alto. A luta prossegue. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Medo de solidão

 A saudade que eu sinto é a prova do verdadeiro sentimento. O forte aperto que tenho dentro de mim move lágrimas durante a noite enquanto ninguém me ouve. Eu sei, eu sinto que tudo um dia vai mudar, e seremos dois pássaros a voar. A minha vida fica vazia quando você não está a me abraçar, eu sinto falta de tudo que nos pertenceu um dia, e agora se tornaram apenas momentos, raros momentos...

Esperança

 Que o amor seja respeitado, que possamos amar sem medo. Que ao sair de casa tenhamos a certeza de voltar. Que a alegria seja maior que a tristeza. Que o medo não impeça o sonho. Que a coragem prevaleça. Que nossos desejos sejam realizados. Que a vida seja aproveitada a cada segundo. Que a morte não chegue cedo demais.

sábado, 13 de abril de 2013

Apenas uma sombra

Vagando em pensamentos...Tentando encontrar um motivo para sorrir num mundo que não merece o meu  sorriso, buscando a felicidade mesmo sabendo que ela não existe, sonhando sabendo que um dia acordarei e toda realidade será diferente e cruel. A dor que habita em mim parece não querer chegar ao seu fim, as vezes ela some, noutras me preenche por completo. Me sinto só.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Demagogia da Prisão


 A redução da maioridade penal vem sendo discutida há algum tempo pelo Congresso Nacional, e gerando muita polêmica e discussão entre os que se posicionam contra ou a favor.
O Brasil sofre com a superpopulação carcerária e seus estados precários, possuindo um déficit de cerca de 200 mil vagas. Segundo os dados de 2010 do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), o Brasil possui 66% a mais de presos comparado a capacidade de abriga-los.
 Pois bem, vejamos, a redução da maioridade penal consequentemente aumentaria o número de presos, sendo dessa forma necessária a construção de novos presídios. Estima-se que a construção de uma cadeia gasta em média cerca de R$ 37 milhões, sem contar com os gastos de manutenção que incluem água, luz, funcionários públicos, refeições, dentre outros. E quem manteria todos esses gastos? Sim, nós.
 Será que a redução da maior idade penal seria a solução? Ou estaria ela sendo apenas mais um problema?  Prender não diminui a taxa de violência e muito menos contribui para o desenvolvimento do país. É mais viável garantir qualificação profissional, incentivar o jovem aos estudos com uma educação de qualidade, do que mais adiante vê-los cometendo crimes e como consequência sendo jogados em espaços que ao invés de ajuda-los geram ainda mais revoltas.
 Portanto, apesar de necessário, prender não é solução. Solucionar um problema criando outro também não. Que haja investimentos que solucionem o problema vigente, e não apenas que crie outro.  

terça-feira, 9 de abril de 2013

Sobre Feliciano


Vamos lá, eu não sei bem o motivo de escrever sobre isso, na verdade eu sei sim. Vocês devem ter notado que o assunto mais veiculado por aqui tem sido sobre Marco Feliciano, sim o Presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, ele mesmo.
 Tenho notado a revolta de muitos quando o assunto é "Marco Feliciano". Sou uma dessas revoltadas. Não, eu não concordo que alguém extremamente preconceituoso possa garantir o direito das minorias, na verdade eu não gosto de falar de direitos e citar um determinado grupo, acredito que se  a questão é sobre Direitos Humanos, que ele seja apenas Direitos Humanos e não direito dos negros, dos homossexuais, da mulher, dentre outros. Se é Direito é Direito. Entretanto não é bem assim que as coisas andam funcionando, e por isso faz-se necessário algumas leis que deem proteção à essas minorias.
 O que me pergunto sempre, é como essas pessoas terão os seus direitos assegurados se uma das pessoas que deveria lutar por sua proteção é exatamente uma das pessoas que é contra as mesmas? Pois bem, eu seu Twitter Marco Feliciano já deu algumas declarações dizendo que o povo da Africa é amaldiçoado, além de demostrar ser homofóbico, uma de suas últimas façanhas foi afirmar que John Lennon foi morto por castigo divino.
 Abrindo uma observação para toda essa palhaçada que venho assistindo e presenciando, eu só digo uma coisa: Feliciano não está sozinho, se ele chegou até a Presidência é porque alguém o colocou lá. Portanto, vamos procurar conhecer o circo todo, pois a cara do palhaço nós já conhecemos.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Insaciável


De você me sobraram cartas, lembranças e um sentimento não terminado. Deito em minha cama e me vem a mente as tuas juras de amor, que foram quebradas como um ovo ao cair no chão. Eu tinha junto a ti o prazer indescritível, e hoje eu me sinto só mesmo quando me encontro rodeada de pessoas.
 Se lembra de quando os teus lábios tocavam os meus? Eu guardo lembranças, lembranças que me tiram dos olhos as lágrimas...Essa noite eu queria sentir o teu lábio tocando o meu, e me arrepiar com as suas mãos percorrendo o meu corpo...eu recordo de cada detalhe de quando juntas formávamos uma só. Desejos não saciados sempre me perseguem, eu sempre escolho o que não posso sentir...apenas sozinha.

Morro das emoções


 Me encontro entre a razão e a emoção. Sei a decisão que devo tomar, sei o que devo fazer e sei que será o melhor caminho, porém meu lado frágil e sentimental ainda insiste em prosseguir, há algo em mim que não quer que você parta, há algo que deseja seguir, há algo que ainda cria expectativas, e essas expectativas estão me matando aos poucos a cada dia. 

Morreu


 Morreu como morre o peixe no aquário, morreu como morre a abelha ao soltar o teu ferrão.  Morreu como morre o pássaro ao cair do ninho, morreu da mesma forma que morre a chuva ao tocar o chão. Morreu como morreu Eleanor Marx, e assim morreu o meu amor, e assim morre cada parte do meu ser... 

Pra sempre uma incógnita


Me perguntaram "Somos o que amamos?" e eu respondi "Não somos só o que amamos. Somos também o que sonhamos, o que vivemos, o que odiamos...Somos ainda uma incógnita a ser revelada com o tempo. O que éramos ontem talvez não sejamos hoje. Somos a parte de tudo, e às vezes do nada. Somos o mistério de ser".

Viver é melhor que sonhar?


 Elis Regina cantou "Viver é melhor que sonhar", e ela tinha razão. É certo que sonhar é muito bom, sair da realidade algumas vezes é necessário, porém viver é o que de fato nos torna capazes de realizar sonhos e desejos. A ação faz com que nossos desejos e sonhos se tornem reais, cria a chance de vivenciarmos aquilo que se encontra na mente. Portanto, de nada vale sonhar caso não se tenha a coragem de agir!

Felicidade


A verdade é que não somos feliz. Eu não sou feliz, você não é feliz. Aliás você estava feliz semana passada? Estava triste? Alegre? A felicidade é um estado. Ela vai e volta. Ninguém é completamente feliz, ou completamente triste.

...


A distância diminuí cada vez que ocorre um encontro de pensamento entre nós, quando há a troca de sentimento. Muitas vezes estamos tão distantes geograficamente de alguém, porém esse alguém se encontra tão presente em nossa vida que passa uma sensação de proximidade tão boa!  

A perfeita imperfeição

Quando somos ainda uma criança todos nos olham com um ar de admiração, pois nessa fase somos condicionados a fazer o que querem que façamos, ai a gente cresce, começa a fazer nossas próprias escolhas, viver da nossa maneira, estar feliz a nossa maneira, e os mesmos olhos que nos admiravam passam a nos julgar porque não somos mais aquilo que eles querem que sejamos, não fazemos mais os seus gostos, nos chamam rebeldes, loucos e sem juízo. Chegamos numa fase adulta e nos julgam pela nossa profissão, não estamos ganhando bem, mas estamos fazendo o que gostamos de fazer, isso é inaceitável, afinal tudo gira em torna de dinheiro, e temos que ser ricos, sim, eles querem que sejamos ricos...ficamos velhos e lamentamos tudo aquilo que não fizemos enquanto jovens....ai a gente morre e todos nos amam, não temos mais defeitos.
 

Morro do sigilo


  Eu sou o silêncio das palavras, eu calo o sentimento. Silêncio, silêncio, até quando permanecer no silêncio? Ele quem mostra o meu verdadeiro sentimento, é nele que abro tudo que existe de profundo em mim, porque as vezes as palavras não me bastam, porque é nele que eu grito e ninguém me ouve. O silêncio quem me perturba, o silêncio que dá voz, a voz que nunca para. Mas o silêncio não vai mover o mundo, mas quem sabe mova a minha fala...

A Revolução dos Bichos - Análise Crítica


 A Revolução dos Bichos traz uma paródia aos acontecimentos do processo revolucionário soviético. O seu conteúdo traz também uma crítica ao autoritarismo em geral. Os personagens do livro podem ser relacionados a personagens reais das transformações ocorridas na Rússia no século 20.
  O senhor Jones explorava os animais na Granja Solar, eles trabalhavam arduamente, e em troca ganhavam migalhas de comidas, o que há algum tempo nem vinha acontecendo. Logo, pode-se comparar Jones a burguesia, representando o capitalista que fica com a maior parte do lucro obtido a custa de quem menos ganha: os animais, os proletariados.
 Eis que surge o velho Major, com sua ideia de revolução, buscando a igualdade a todos os animais, e vendo os humanos (os capitalistas) como os inimigos.  Dessa forma, o Major representa Karl Marx, transmissor das ideias socialistas, tendo como base a economia e a filosofia. O Major pode ainda representar Lênin, idealista do princípio da revolução.
  Após a morte do Major, Bola-de-Neve, o porco, assume a liderança e passa adiante a ideia do Major. Bola-de-Neve acreditava na igualdade social a todos, e apesar de ser mais inteligente que os demais animais, nunca se sentiu superior, e pode ser comparado a Trotsky.
 Por outro lado, Napoleão que junto a Bola-de-Neve participava de decisões, entretanto possuía um poder menor, traiu o amigo e o expulsou da Granja Dos Bichos, após assumir o poder começou a trapacear e quebrar as regras do Animalismo deixado pelo Major, sendo assim, Napoleão representa Stálin.
  Sansão, o cavalo, cumpre todas as ordens e trabalha exageradamente sem reclamar ou questionar absolutamente nada, e assim o líder Napoleão o faz de exemplo para os demais animais, representando o proletariado Alexei Stakhanov, que em 1935 deu origem ao movimento "stakhanovismo”, por extrair 105 toneladas de carvão em apenas 6 horas, sendo que a norma de extração para 6 horas era de 07 toneladas, dessa forma teve sua imagem estampada em várias empresas para que os demais trabalhadores seguissem o seu exemplo. 
 No livro aparecem personagens como Garganta, o porco que representa o homem alienador, ou ainda um sistema de propaganda responsável por transmitir aos demais e convence-los de que tudo que acontece é em prol de todos. Quitéria, uma égua inteligente que ajudava os demais animais na leitura dos mandamentos, fazendo dessa forma os mesmo notarem que os mandamentos haviam sido mudados, representando o homem que possui ideias na mente.  Os cães, responsáveis pela segurança de Napoleão, representam a Polícia Secreta Soviética.
Portanto, ainda que o livro tenha sido escrito fazendo uma sátira a União Soviética, nele é possível notar características que permeiam a sociedade até os dias atuais, como a ganância, a corrupção e a alienação. Como disse Nélson Jahr Garcia “A obra é de uma genial atualidade, apesar de tudo o que alguns poucos homens já fizeram e lutaram, ainda estamos e vivemos sob os que insistem em dominar aquém da ética e além da lei”. 

A Revolução dos Bichos - Resumo


A Revolução dos Bichos, do escritor George Orwell, socialista democrático, publicado em 1945, fazendo uma sátira à União Soviética.


 Tudo acontece na Granja Solar, que de início era dirigida pelo senhor Jones, entretanto Jones sofria com o alcoolismo e por esse motivo se esquecia muitas vezes de alimentar os animais, além de faze-los trabalharem em excesso.
 O velho Major era um porco inteligente, e chegando a velhice decidiu contar aos demais animais um sonho de revolução que traria a igualdade aos mesmos. Na reunião ele discursa sobre a opressão sofrida pelos animais e estimula o extinto de revolução com base no Animalismo. O Velho Major estabelece então algumas regras que deverão ser seguidas para que a revolução aconteça, e essas regras são: 
1. O que andar sobre duas pernas é inimigo.
2. O que andar sobre quatro pernas, ou que tiver asas, é amigo.
3. Nenhum animal vestirá roupas.
                                                        4. Nenhum animal dormirá em uma cama.
                                                        5. Nenhum animal beberá álcool.
                                                        6. Nenhum animal poderá matar outro.
                                                       7. Todos os animais são iguais.
 Após as regras serem ditas, o Major ensina aos bichos o hino da revolução, uma canção chamada Bichos da Inglaterra.  Alguns dias depois o velho Major falece, e sua vontade é levada a diante por dois porcos: Napoleão e Bola-de-neve.  Cansados da exploração sofrida pelos humanos, os animais decidem expulsa-los da fazenda e a partir desse momento passam a liderar a granja que passa a se chamar Granja dos Bichos.
 Bola-de-neve seguia os princípios do Animalismo, e apesar de ser mais inteligente, sempre se considerou igual aos demais animais. Bola-de-neve inicia um projeto para construção de um moinho, mas Napoleão se opõe a ele. Napoleão tinha uma ânsia muito grande pelo poder, e dessa forma traiu Bola-de-Neve, dizendo que o projeto do moinho era dele, e havia sido roubado pelo outro que acabou sendo expulso da Granja, e assim Napoleão assume a liderança. Sansão, o cavalo, trabalha com muito vigor para o projeto. A princípio Napoleão era um bom líder, e administrava a Granja dos Bichos muito bem, entretanto passado algum tempo ele começa a desrespeitar as regras do Animalismo. Com a ajuda do porco Garganta, servil e inteligente, que convence os demais animais de que tudo que estava ocorrendo era para o bem deles, Napoleão instala um regime ditatorial, dominando os demais animais, e considerando-os seres inferiores.
 Nesse tempo o inverno chega, e as coisas começam a ficar complicadas na Granja. O moinho de vento finalmente fica pronto, porém ao amanhecer os animais encontram o moinho destruído. Começam a suspeita de que Bola-de-Neve invadiu a granja enquanto os animais dormiam e o destruiu. Napoleão começa a fazer negócios com os humanos, o que assusta os demais animais, porém eles acabam aceitando a ideia, e Sansão mais uma vez solta o seu lema “Napoleão tem sempre razão”.
 Com a destruição do moinho, outro precisa ser construído em seu lugar, e Sansão assume o serviço. Porém, o cavalo já velho e cansado não dá conta do serviço e acaba adoecendo. Napoleão diz aos demais que o amigo Sansão será levado ao hospital e receberá os melhores cuidados, porém Benjamim, o burro, notou que na carroça que levava Sansão estava escrito “Matadouro de cavalos”, e logo os animais começaram a gritar para que Sansão saísse dali, porém já era tarde demais. No mesmo dia Napoleão deu a explicação de que a carroça pertencia antes a um matadouro, mas que agora pertencia a um hospital e que Sansão ficaria bem. Porém não foi o que aconteceu, e dias depois os bichos receberam a notícia da morte do amigo.
O porco passa a morar na casa de Jones, abusa de álcool, dorme em camas, veste roupas, anda sobre duas pernas e convive com seres humanos.  Enquanto os animais trabalham arduamente, os porcos modificam os mandamentos, e quem percebe isso é Quitéria, uma égua sábia, e o sétimo mandamento passa a ser “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros".
 Em uma noite altas risadas vinham da casa, e os animais se encheram de curiosidade para saber o que acontecia lá dentro, então foram todos em silêncio observar pela janela, e avistaram os porcos reunidos a mesa jogando e bebendo cerveja com os humanos, e naquele momento não se era possível distinguir o que era porco e o que era homem.

Morrer não dói


No desespero da vida há loucura e lucidez, medo e coragem, alegria e tristeza... E no meio de tantos problemas eu sempre me pergunto "Quantas vezes eu já morri?".
A morte é leve e tranquila, enquanto a vida é pesada e agitada. Há quem diga que não vale a pena viver, e esses preferem morrer. A morte pode não ser o final de tudo, talvez seja o recomeço de uma nova vida.
Há a morte de um ciclo, e essa é tranquila e breve para quem vai, aos que ficam restam lembranças, e talvez a força do tempo se encarregue de confortar o coração dessas pessoas.
A verdadeira morte é cruel, e essa se inicia quando deixamos de viver e passamos a sobreviver, a entrega ao medo, a desistência, a comodidade... Morremos ao desacreditar em nossos sonhos, morremos por morrer, morremos por deixarmos que nos "morram". A morte dos desejos é sem dúvida a maior morte de um ser. Partir sem deixar a marca no mundo, sem ter vivenciado loucuras, sem conhecer o sabor da vida... Como o ponteiro do relógio, assim é a morte, assim é minha vida.

Sonhar e Realizar


 Quantas vezes já sonhou beijando a pessoa amada? Pois é, essa coisa de sonho é algo tão lindo...já imaginou que triste seria se os sonhos não existissem? Imagine dormir sem viajar dentro de um sonho, sem conhecer lugares, sem tocar quem esta longe...
Sabe, eu já tive tantos sonhos bons que tive vontade de dormir para sempre, mas quando acordei me dei conta de que nada vale dormir para sonhar, se existe a possibilidade de acordar e tornar aquele sonho real....

- A incansável busca -



Você compreende a vida? Quantas vezes já se perguntou o porquê disso, o porquê daquilo? A compreensão é uma arma necessária à natureza humana. Buscamos diariamente a resposta para quase tudo que nos cerca, seja pequenos atos, seja a transformação e até mesmo o cotidiano.  Há quem busque a compreensão pela razão, há os que preferem um conforto emocional. Há também aqueles que acreditam no absoluto, e há os que dizem não acreditar em nada.
O certo é que vivemos tentando decifrar a "verdade" e morremos sem encontra-la. Eu sempre me pergunto "será que a verdade realmente existe?". Somos a busca incansável de tentar ser algo, e muitos se vão sendo o nada. Quantas vezes você derramou lágrimas por algo que pensava ser real, e depois pensou "como fui idiota?" Terá você sido mesmo um idiota? A vida é momento, e momento é o que faz a vida, portanto nada do que fizeres terá sido em vão...tenha sempre a certeza que por algum instante todas as tuas atitudes foram atos que de uma maneira muito pequena ou grande fizeram de você um ser mais forte e menos errante.