Com o golpe de 64 a sociedade perdeu a liberdade; não era permitido qualquer tipo de manifestação que fosse contra aquilo que era imposto pelos militares. Aqueles que se opunham a tal realidade sofriam perseguições, torturas, exílios e até mesmo a morte. Apesar de toda a repressão, e de forma ilegal a população se manifestava contra a ditadura; em 1985 o Colégio Eleitoral escolhe Tancredo Neves para Presidente da República, o mesmo fica doente e seu vice José Sarney assume a presidência, e dessa forma ocorre o “fim” da ditadura militar.
Com
redemocratização do país, surge a Constituição de 1988 e nela a população tem
seus direitos assegurados, dentre eles o direito à liberdade. Artigo 5°, parágrafo III – “Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou
degradante”, parágrafo IV “É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
anonimato” O que assusta é saber que mesmo depois de 28 anos do “fim” da
Ditadura Militar ainda são visíveis os rastros de repressão, ainda que tenhamos
o direito a se manifestar.
Não
foram poucas vezes em que diversas pessoas se reuniram em lugares públicos para
se manifestar contra alguma injustiça, levando por meio das passeatas uma visão
politica, e mesmo tendo esse direito assegurado por lei foram reprimidos pela
Polícia.
O
Brasil está entre os países em que o voto é obrigatório, dessa forma o voto se
torna uma obrigação e não um direito, não é liberdade, é imposição.
Portanto,
a ideia de liberdade hoje é demagógica, não há de fato liberdade. A liberdade
só passará a existir quando não houver limitação e imposição. Seremos livres
quando conseguirmos derrubar a autoridade que reprime. É necessário coragem e, antes
de tudo conhecimento para que a liberdade exista de fato. Como disse George
Orwell “Se a liberdade significa alguma coisa, será, sobretudo o direito de
dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir".

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