sábado, 29 de junho de 2013

Eu beijo a imperfeição

Haverá sempre o vício por adrenalina dentro de um misterioso amor. Nunca nada se encontrará numa linha de encontro a perfeição. Existirá curvas que nos direcionarão há caminhos misteriosos e obscuros. Se a paz está de um lado a guerra se encontra do lado oposto. E nada será tão delicado quanto o beijo molhado na boca da imperfeição. O ódio e o amor, juntos, crescerão a cada anoitecer, a cada amanhecer. O notável apontará apenas os erros. Os sentimentos se misturam de forma imperfeita. A saudade nunca é maior que o desejo de ver. E eu já não sou maior, e nem menor que você.

sábado, 15 de junho de 2013

"O Vandalismo Veste Fardas"




 Palavra com origem na Grécia Antiga, onde Demo=Povo e Kracia=Governo, a democracia é sistema de governo no qual o povo participa. Esse sistema de governo foi implantado inicialmente na cidade de Atenas, entretanto nem todos participavam; era uma democracia limitada, no qual mulheres, escravos, estrangeiros e crianças não podiam participar das decisões políticas.  
Com o passar do tempo este sistema de governo começou a se alastrar pelo mundo, e através de manifestações que reivindicavam a participação de todos no que se diz respeito à política, a democracia passou a ser um direito de todo cidadão, exercido pelo governo do povo para o povo. Há duas formas de democracia existente, sendo elas:
  Democracia Direta: o cidadão que votou é convocado para aprovar ou rejeitar questões referentes ao país, dessa forma a democracia direta se torna uma forma de consulta popular antes que a lei ou mudança passe a acontecer.  
 Democracia Indireta ou representativa: participação do povo através do voto para eleger representantes políticos que tomaram decisões em nome dos seus eleitores.
No Brasil em 21 de abril de 1993 ocorreu um plebiscito (democracia direta) sobre a forma de governo, onde o povo decidiu manter a República Presidencialista. Atualmente o Brasil vive numa democracia representativa, entretanto há diversos fatores que nos levam a crer que ainda vivemos dentro de um país no qual a democracia não é respeitada.
 No que se diz respeito à participação do povo nas decisões políticas nota-se que os representantes não estão respeitando a vontade de seu povo, e dessa forma caracteriza-se um poder autoritário, no qual a população não possui o seu direito que é assegurado por lei respeitado, de intervir sobre o que diz respeito ao seu país.  
 A função que cabe aos agentes integrantes da Polícia Militar se resume em exercer e assegurar a segurança pública. Função essa muito diferente da exercida pelos mesmos nas manifestações ocorridas pelo país.
Aquela velha frase de que o Brasil é um país acomodado e sem lutas por mudanças já não se encaixa no Brasil das últimas semanas. O que vemos são pessoas nas ruas lutando por um país livre; a questão nunca foi os 0,20 centavos, e sim os direitos.  

 Um show de covardia, violência, vandalismo, descaso, autoritarismo, repressão... em 2013. O Brasil acordou de um sonho profundo que teve inicio há décadas passadas, e agora a rua virou o palco das manifestações de pessoas que buscam uma mudança nesse país que a democracia deu uma volta e esqueceu-se de voltar pra casa. A polícia joga o sonífero, tentando fazer com que a população volte a dormir, mas ele já não surte efeito, e a luta prossegue num Brasil onde ter um vinagre na bolsa é motivo para prisão, num Brasil sem direitos respeitados. Um governo nojento, e uma “Polícia, fascista, capacho e imperialista".  

sábado, 8 de junho de 2013

Solidão a 2


Os teus gritos silenciosos soam a mim como um pedido desesperado de socorro, estremecendo meus ouvidos e me deixando também sem fala... Eu preciso encontrar uma maneira de passar por você sem ser percebida, arrancar essa tua dor e esse teu vazio que de tão longe se misturam ao meu. Eu estou solitária no meu mundo, e você rodeada de pessoas no teu, mas a tua solidão é bem maior que a minha...
 Porque a sua existência tem feito com que de algum modo eu me tornasse parte de você, e eu já não consigo desligar esse vínculo criado pelo quebra-cabeça da vida... E quando os teus olhos se encherem de lágrimas haverá algo dentro de mim que gritará a tua dor também... Eu já não sei o que pertence a mim, e o que pertence a você.

 Num turbulento voo estou levando os meus dias, dentro de um caos com começo e meio, mas sem nunca encontrar o seu fim... 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Impostos e Educação


O Brasil se encontra entre os maiores países arrecadadores de impostos, porém no ranking da educação o país perde feio. Dentre todos os impostos arrecadados surge a dúvida da porcentagem revertida em educação.
 A primeira fonte de impostos a pagar pela educação no Brasil segue de 20% do total retirados do Salário Educação, uma contribuição feita por empresas sobre o valor de 2,5% da folha de pagamento anual. A segunda fonte (80%) vem dos impostos, dentre eles municipal estadual e federal.
 O dinheiro que é repassado para as escolas é regulado pela Constituição Brasileira determinada pela regra Vinculação de Recursos, que determina o orçamento mínimo a ser investido, sendo 25% por estados e municípios e 18% pela união. Mesmo com a determinação do orçamento mínimo, em 2008 houve cinco estados com investimento inferior ao que a vinculação de recursos determina.
 O dinheiro é dividido de acordo com a fase, sendo 84,5% para a educação básica: 64% ensino fundamental, 13% ensino médio e 7,5% para educação infantil; restando 15,5% ao Ensino Superior. A distribuição deste dinheiro segue também uma regra, sendo 60% para folha de pagamento, 27% para manutenção e funcionamento para rede de ensino, 6,6% para reformas e construções de escolas, 6% para encargos sociais e 0,4% para incentivo a pesquisa.
 Com todos esses dados surge a dúvida: o país investe suficiente na educação?

 Em 2006 3,9 do PIB (Produto Interno Bruto) foram investidos em educação. A educação da Coreia do Sul seguia a mesma linha da educação brasileira, para sair deste problema a Coreia investiu durante dez anos 10% do seu PIB somente para educação.  

“Quanto mais proibido, mais faz sentido a contravenção”


Assunto de grande discussão, o aborto tem causado polêmicas aos que se manifestam contra e a favor. É possível notar no meio de todas essas discussões o excesso de sentimentalismo por parte dos que são contrários ao aborto; esquecem-se de que a legalização do aborto diz respeito não somente ao livre arbítrio da mulher, mas também a saúde da mesma.
 Atualmente, no Brasil só é possível realizar um aborto quando a gravidez representar um risco de morte à mulher grávida, o mesmo deve ser realizado dentro de até 12 semanas de gestação; quando for diagnosticado que o nascituro não apresenta nenhuma condição de vida após o seu nascimento, nesse caso o aborto deve ocorrer dentro de até 16 semanas; ou quando a mulher conseguir provar que foi abusada sexualmente.  O aborto realizado fora das condições impostas pelo artigo 142° do Código Penal Brasileiro implica em penas que variam de 2 até 8 anos de prisão.
 A questão vai muito além do sentimentalismo e da crença; o aborto quando não legalizado, implica numa série de problemas e gastos que poderiam ser evitados com a legalização do mesmo. A discussão nos leva a duas perguntas: Quando um feto pode ser considerado um ser digno do direito à vida? E quando a mulher terá de fato o direito a não intervenção garantido no Artigo 4 parágrafo IV da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988?. A primeira pergunta nos abre uma série de questionamentos, visando que em nenhum momento a Constituição cita o início da vida, e também não cita quando um feto é considerado digno de direitos; partindo para a ciência, a vida começa a partir da terceira semana de gestação, sendo assim um feto com 3 semanas é considerado uma vida, entretanto o mesmo  possui nessas primeiras semanas um sistema nervoso muito primitivo, não havendo atividade mental e consciência. Em que lugar chegar com tudo isso? A resposta é bem simples, não há na Constituição nenhum informe indicando o início dos direitos presentes nela a um feto, mas é possível notar que as leis dão o direito a retirada de um coração para se dirigir a doação quando um indivíduo perde em um acidente o funcionamento do cérebro, caracterizando-se dessa forma  a perda do direito a vida presente na Constituição. Ou seja, um feto sem atividade cerebral não pode ser digno dos direitos presentes em nossa Constituição, quebra-se dessa forma a famosa frase de que legalizar o aborto implica em um ato que retira do feto o seu direito como um individuo. A outra pergunta nos leva a uma resposta ainda mais simples, a mulher como uma cidadã digna de direitos não pode sofrer intervenção do Estado ao que se refere a sua vida íntima e pessoal, fazendo com o corpo dela o que a mesma desejar.
 O Estado possui o dever de fornecer ao seu povo o acesso à saúde. A proibição do aborto faz com que as mulheres que desejam e/ou necessitam abortar procurem meios ilegais, tais como as clínicas clandestinas, muitas dessas mulheres sofrem complicações por a clínica não ser regularizada como deveria, e acabam tendo hemorragias e demais complicações, recorrendo ao SUS (Sistema Único de Saúde), por se sentirem envergonhadas do ato cometido acabam esperando horas para se dirigirem a um hospital, as complicações se agravam, e muitas acabam vindas a óbito.

 Portanto, devemos encarar a legalização do aborto como uma medida que irá contribuir e garantir o direito das mulheres, trazendo a mesma uma segurança maior na realização da cirurgia, garantindo que as mulheres tenham poder sobre seu próprio corpo e a legalização constitucional. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Ponto final depois das vírgulas


Um belo dia eu acordei, tomei o meu café da manhã, sentei-me e parei para pensar em todos esses quase17 anos da minha vida, refleti sobre as minhas escolhas, sobre minhas amizades, pessoas que foram, pessoas que ficaram, os sonhos realizados, os sonhos perdidos... As palavras não ditas, os silêncios quebrados...  Percebo que meus velhos medos não são mais os mesmo, que meus dias nunca foram iguais... Lembro-me daquelas tardes de domingo que me divertia na ida ao mercado com meu pai, recordo de cada brinquedo deixado em minha cama enquanto eu dormia, e até me lembro daquelas brincadeiras bobas que me arrancavam sorrisos sinceros... Pois é, como o tempo passa... Desde a separação dos meus pais sinto que falta algo em meus dias; realmente falta, falta o outro lado da minha antiga inspiração, falta um lado que acompanhe todo meu crescimento, um outro alguém que acompanhe os meus sonhos... Às vezes a vida nos dar esses obstáculos e temos que enfrenta-los tirando o lado bom da situação, e venho tentando fazer isso diariamente.
 A gente vai crescendo e o amor de família vai ficando insuficiente para suprimir toda essa nossa carência de atenção, buscamos alguém do qual acreditamos ser capaz de suprir tudo o que falta, mas a verdade é que sempre falta algo, sempre resta um vazio dentro de nós, e muitas vezes não somos capazes de encontrar uma maneira de preenchê-lo.

 A vida vive brincando conosco... Há certas peças desse quebra-cabeça que são complicadas de se encaixarem, e outras parecem estar faltando. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Grande Inverno dos Sonhos

 Com o coração na mão, eu escrevo o que não é uma canção, eu escrevo o que não é um poema, um soneto, e tampouco uma oração. Eu escrevo para que saibas através de palavras o que ocorre dentro de mim, e tudo não é tão simples assim. Com o sorriso disfarçado eu lhe observo de longe, eu leio os teus olhares, e fico cá no meu mundo sonhando em lhe encontrar. As minhas atitudes já não escondem esse sentimento que foi além do que deveria ir; que chegou ao ponto inexplicável e já não sei o que fazer de mim.  Existe uma força que me puxa para perto de ti, mesmo que minha razão não queira, o meu corpo insiste e diz que sim.  Há barreiras entre você e mim, entre o que quero e o que me quer...Há medo, há vazio, há solidão... E diariamente tentamos transformar isso em um sorriso falso, em uma conversa limitada, num teatro onde ambas possuem papéis e rumos diferentes...