quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Ponto final depois das vírgulas


Um belo dia eu acordei, tomei o meu café da manhã, sentei-me e parei para pensar em todos esses quase17 anos da minha vida, refleti sobre as minhas escolhas, sobre minhas amizades, pessoas que foram, pessoas que ficaram, os sonhos realizados, os sonhos perdidos... As palavras não ditas, os silêncios quebrados...  Percebo que meus velhos medos não são mais os mesmo, que meus dias nunca foram iguais... Lembro-me daquelas tardes de domingo que me divertia na ida ao mercado com meu pai, recordo de cada brinquedo deixado em minha cama enquanto eu dormia, e até me lembro daquelas brincadeiras bobas que me arrancavam sorrisos sinceros... Pois é, como o tempo passa... Desde a separação dos meus pais sinto que falta algo em meus dias; realmente falta, falta o outro lado da minha antiga inspiração, falta um lado que acompanhe todo meu crescimento, um outro alguém que acompanhe os meus sonhos... Às vezes a vida nos dar esses obstáculos e temos que enfrenta-los tirando o lado bom da situação, e venho tentando fazer isso diariamente.
 A gente vai crescendo e o amor de família vai ficando insuficiente para suprimir toda essa nossa carência de atenção, buscamos alguém do qual acreditamos ser capaz de suprir tudo o que falta, mas a verdade é que sempre falta algo, sempre resta um vazio dentro de nós, e muitas vezes não somos capazes de encontrar uma maneira de preenchê-lo.

 A vida vive brincando conosco... Há certas peças desse quebra-cabeça que são complicadas de se encaixarem, e outras parecem estar faltando. 

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