Com o coração na mão, eu
escrevo o que não é uma canção, eu escrevo o que não é um poema, um soneto, e
tampouco uma oração. Eu escrevo para que saibas através de palavras o que ocorre
dentro de mim, e tudo não é tão simples assim. Com o sorriso disfarçado eu lhe
observo de longe, eu leio os teus olhares, e fico cá no meu mundo sonhando em
lhe encontrar. As minhas atitudes já não escondem esse sentimento que foi além
do que deveria ir; que chegou ao ponto inexplicável e já não sei o que fazer de
mim. Existe uma força que me puxa para
perto de ti, mesmo que minha razão não queira, o meu corpo insiste e diz que
sim. Há barreiras entre você e mim,
entre o que quero e o que me quer...Há medo, há vazio, há solidão... E
diariamente tentamos transformar isso em um sorriso falso, em uma conversa limitada,
num teatro onde ambas possuem papéis e rumos diferentes...

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