terça-feira, 30 de abril de 2013
Dança dos Dias
Essa confusão que habita em meu ser, essa solidão que encontrou moradia em meu peito...Não sei não, mas quando penso que minha vida está tomando um rumo menos dolorido vem os dias e me surpreende com momentos que pensava eu terem ficado para trás.
Tenho estado num desejo profundo por atenção, carinho, sinceridade... e nada. Apontam-me erros que são verdades a mim, julgam escolhas das quais não cabem a eles. Estou me afogando num mar de mágoas... Perderia eu os meus ideais para realizar de maneira plena os sonhos alheios? Será que fariam por mim o que desejam a todo custo que eu faça por eles?
O som de um piano invade o quarto escuro e frio, fazendo-me dançar mesmo que insistam em mudar o ritmo da dança...
sábado, 27 de abril de 2013
Movimento Grevista
O
importante é que todos tomem conhecimento sobre as reivindicações feitas pelos
professores e a partir desse momento elaborarem argumentos cabíveis para que se
defenda um determinado ponto de vista. O
Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo divulgou uma
nota no dia 19 de abril esclarecendo os motivos pelos quais estão em greve: “Os
professores estaduais estão em greve por reajuste salarial, pela jornada de
piso, por condições de trabalho, pelo fim da precarização do trabalho
(categoria “O”), contra a privatização do hospital do Servidor\ IAMSPE e outras
reivindicações.
A
greve é necessária porque o governo não negocia e não atende nossas
reivindicações. Sem negociar, decidiu propor irrisórios 2% de reajuste, mas diz
que são 8,1%. Na verdade 6% já estão previstos desde 2011. O reajuste de 2%
significa apenas R$0,19 (dezenove centavos) por hora-aula para o PEBI e R$0,22
(vinte e dois centavos) por hora-aula para o PEBII.
No
mínimo, o governo deveria além dos 2% (que completam a reposição de inflação
desde junho de 2011) dar mais 5% referentes ao que nos ficou devendo em 2012,
ou seja, pelo menos 13,5%.
As
más condições de trabalho, jornadas estafantes, violência nas escolas e outros
fatores têm provocado o adoecimento e a falta de professores nas escolas. Os
estudantes e suas famílias estão sendo prejudicados. A luta, portanto, é de
todos.”
Pois
bem, tenho lido e escutado pessoas que provavelmente não sabem o mínimo de
informação sobre o motivo pelo qual os professores aderiram à greve, e que sem
informações alguma têm criticado de maneira baixa não apenas esses
profissionais, mas todos os outros que para reivindicar seus direitos aderem o
mesmo método.
Deparei-me
ontem com uma crítica da qual dizia que os profissionais que aderem a greve
estão preocupados apenas com os seus direitos e se esquecendo dos seus deveres;
intrigada perguntei quais seriam esses deveres que estariam esses profissionais
deixando de cumprir, e a mesma falou que um médico quando adere uma greve está
deixando de atender um paciente, e por esse motivo estaria ele deixando de
salvar uma vida, logo, deduzi que ela queria dizer que os professores aderindo
a greve estão deixando de lecionar, sendo assim não estão cumprindo com seus
deveres. A mesma ainda citou um fato de que perdeu um parente porque um médico
estava em greve; pois bem o que talvez essa pessoa não saiba é que o médico que
deixou de atender o paciente estava lutando por melhorias na área da saúde, que
esse médico que ela tanto julga por estar participando de uma greve estava lutando
contra a falta de leitos em hospitais. Tentei mostrar a ela essa realidade, e a
mesma disse “Nesse dia havia leitos, o que não havia era médicos”. Será que se
os médicos estivessem nos hospitais haveria leitos? Acredito que se os médicos
não estivessem na greve, o paciente morreria por falta de leitos e não por
falta de médicos. O mesmo vale aos professores, eles não estão em greve porque
acordaram e decidiram que não iriam trabalhar, se estão em greve é porque há motivos
para que se ocorra a greve. Outro argumento utilizado para defender o ponto de
vista foi de que as greves de nada adiantariam, que nada iria mudar. Realmente,
talvez isso não mude. Não mude porque a grande maioria da população que deveria
dar apoio e reivindicar junto está em casa vendo novela. Eu fico feliz que os
jovens da época da ditadura não pensavam assim, e hoje ainda que tenhamos
problemas, temos o direito de expressar a nossa opinião sobre algo. Imagine se
teríamos a "DEMOCRACIA" caso não fosse estudantes e demais pessoas
lutando pelo fim do regime militar. E quanto à independência do nosso país?
Quanto à abolição da escravatura? Como seria o mundo hoje se não fossem essas
lutas? O que será dos futuros professores e da educação brasileira se os
professores não saírem nas ruas para lutar por isso?
O
grande problema é que há pessoas que apenas se preocupam com seus deveres,
esquecendo-se dessa maneira os deveres que tem o Governo com seu povo. Portanto,
é de extrema importância que o movimento grevista não seja aderido apenas por
profissionais da área, e sim, que nós estejamos juntos nessa causa.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
As Duas Faces do Verso
Eu sou dócil, ao mesmo tempo em que sou agressiva. Eu sou fria, e também quente. Sou a mistura perfeita e imperfeita entre o amor e ódio. Há momentos em que me sinto feliz, noutros triste. Ando em grupo, mas às vezes sozinha. Gosto do claro, mas há momentos em que se é preferível o escuro. A mistura da coragem e do medo. Me desespero a esperar. Quero ser tudo, e de vez em quando o nada. Excesso e escassez. Vida e morte. Loucura e lucidez. O regresso e o progresso. O início e o fim.
Valores
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Tempo de saudade
O vento gelado percorre o quarto fazendo mover as cortinas. Dias frios me bate uma nostalgia de momentos felizes e amáveis. Lá fora a chuva cai, cá dentro cai meu mundo. Tenho desejo de tudo que ainda não toquei, do que não senti, do que não beijei, ao mesmo tempo que tenho saudade de tudo que já fiz. É de tamanha tristeza conviver com essa angústia que me percorre os dias, me fazendo esperar por uma força maior que eu chamada tempo. Espero por ele como a criança que aguarda na escola a chegada de um responsável que o busque na hora de ir embora, aguardo com a esperança de uma criança ao acreditar que as nuvens são feitas de algodão doce. Os sonhos que possuo são os mesmo que comecei a construir há algum tempo, mas que por infelicidade do destino tiveram de ser interrompidos e aguardar para um novo momento de reconstrução. Eu não sei o que a vida espera de mim, são tantas incertezas que também desconheço o que esperar dela. Eu movia meu mundo com delicadeza que foi se perdendo ao meio de tantas confusões. Eu vivo para que a morte não me leve...cedo demais.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Estrada a seguir
Que saibamos persistir ao ouvir um “não”.
Que busquemos nossos direitos. Que tenhamos coragem e persistência para
mudarmos o quadro vigente. Que o medo não cale a nossa voz. Que não nos
deixemos ser levados por a voz de um superior que tenta a todo custo nos tirar
direitos. Que não sejamos alienados. Que não tenhamos preguiça ao buscar
conhecimento. Que continuemos nessa
luta, pois sabemos que somos capazes de transformar a realidade imunda que se
alastra diariamente. E que por fim olhemos para trás e percebamos que todos
nossos esforços foram significantes, e que nada foi jogado ao alto. A luta
prossegue.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Medo de solidão
A saudade que eu sinto é a prova do verdadeiro sentimento. O forte aperto que tenho dentro de mim move lágrimas durante a noite enquanto ninguém me ouve. Eu sei, eu sinto que tudo um dia vai mudar, e seremos dois pássaros a voar. A minha vida fica vazia quando você não está a me abraçar, eu sinto falta de tudo que nos pertenceu um dia, e agora se tornaram apenas momentos, raros momentos...
Esperança
Que o amor seja respeitado, que possamos amar sem medo. Que ao sair de casa tenhamos a certeza de voltar. Que a alegria seja maior que a tristeza. Que o medo não impeça o sonho. Que a coragem prevaleça. Que nossos desejos sejam realizados. Que a vida seja aproveitada a cada segundo. Que a morte não chegue cedo demais.
sábado, 13 de abril de 2013
Apenas uma sombra
Vagando em pensamentos...Tentando encontrar um motivo para sorrir num mundo que não merece o meu sorriso, buscando a felicidade mesmo sabendo que ela não existe, sonhando sabendo que um dia acordarei e toda realidade será diferente e cruel. A dor que habita em mim parece não querer chegar ao seu fim, as vezes ela some, noutras me preenche por completo. Me sinto só.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Demagogia da Prisão
A redução da
maioridade penal vem sendo discutida há algum tempo pelo Congresso Nacional, e
gerando muita polêmica e discussão entre os que se posicionam contra ou a
favor.
O Brasil sofre
com a superpopulação carcerária e seus estados precários, possuindo um déficit de
cerca de 200 mil vagas. Segundo os dados de 2010 do Depen (Departamento
Penitenciário Nacional), o Brasil possui 66% a mais de presos comparado a
capacidade de abriga-los.
Pois bem,
vejamos, a redução da maioridade penal consequentemente aumentaria o número de
presos, sendo dessa forma necessária a construção de novos presídios. Estima-se
que a construção de uma cadeia gasta em média cerca de R$ 37 milhões, sem
contar com os gastos de manutenção que incluem água, luz, funcionários
públicos, refeições, dentre outros. E quem manteria todos esses gastos? Sim, nós.
Será que a
redução da maior idade penal seria a solução? Ou estaria ela sendo apenas mais
um problema? Prender não diminui a taxa de violência e muito menos contribui
para o desenvolvimento do país. É mais viável garantir qualificação
profissional, incentivar o jovem aos estudos com uma educação de qualidade, do
que mais adiante vê-los cometendo crimes e como consequência sendo jogados em
espaços que ao invés de ajuda-los geram ainda mais revoltas.
Portanto, apesar
de necessário, prender não é solução. Solucionar um problema criando outro
também não. Que haja investimentos que solucionem o problema vigente, e não
apenas que crie outro.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Sobre Feliciano
Vamos lá, eu não sei bem o motivo de escrever sobre isso, na verdade eu sei sim. Vocês devem ter notado que o assunto mais veiculado por aqui tem sido sobre Marco Feliciano, sim o Presidente da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, ele mesmo.Tenho notado a revolta de muitos quando o assunto é "Marco Feliciano". Sou uma dessas revoltadas. Não, eu não concordo que alguém extremamente preconceituoso possa garantir o direito das minorias, na verdade eu não gosto de falar de direitos e citar um determinado grupo, acredito que se a questão é sobre Direitos Humanos, que ele seja apenas Direitos Humanos e não direito dos negros, dos homossexuais, da mulher, dentre outros. Se é Direito é Direito. Entretanto não é bem assim que as coisas andam funcionando, e por isso faz-se necessário algumas leis que deem proteção à essas minorias.
O que me pergunto sempre, é como essas pessoas terão os seus direitos assegurados se uma das pessoas que deveria lutar por sua proteção é exatamente uma das pessoas que é contra as mesmas? Pois bem, eu seu Twitter Marco Feliciano já deu algumas declarações dizendo que o povo da Africa é amaldiçoado, além de demostrar ser homofóbico, uma de suas últimas façanhas foi afirmar que John Lennon foi morto por castigo divino.
Abrindo uma observação para toda essa palhaçada que venho assistindo e presenciando, eu só digo uma coisa: Feliciano não está sozinho, se ele chegou até a Presidência é porque alguém o colocou lá. Portanto, vamos procurar conhecer o circo todo, pois a cara do palhaço nós já conhecemos.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Insaciável
De você me sobraram cartas, lembranças e um sentimento não terminado. Deito em minha cama e me vem a mente as tuas juras de amor, que foram quebradas como um ovo ao cair no chão. Eu tinha junto a ti o prazer indescritível, e hoje eu me sinto só mesmo quando me encontro rodeada de pessoas.
Se lembra de quando os teus lábios tocavam os meus? Eu guardo lembranças, lembranças que me tiram dos olhos as lágrimas...Essa noite eu queria sentir o teu lábio tocando o meu, e me arrepiar com as suas mãos percorrendo o meu corpo...eu recordo de cada detalhe de quando juntas formávamos uma só. Desejos não saciados sempre me perseguem, eu sempre escolho o que não posso sentir...apenas sozinha.
Morro das emoções
Me encontro entre a razão e a emoção. Sei a decisão que devo
tomar, sei o que devo fazer e sei que será o melhor caminho, porém meu lado
frágil e sentimental ainda insiste em prosseguir, há algo em mim que não quer
que você parta, há algo que deseja seguir, há algo que ainda cria expectativas,
e essas expectativas estão me matando aos poucos a cada dia.
Morreu
Morreu como morre o peixe no aquário, morreu como morre a
abelha ao soltar o teu ferrão. Morreu
como morre o pássaro ao cair do ninho, morreu da mesma forma que morre a chuva
ao tocar o chão. Morreu como morreu Eleanor Marx, e assim morreu o meu amor, e
assim morre cada parte do meu ser...
Pra sempre uma incógnita
Me perguntaram "Somos o que amamos?" e eu respondi
"Não somos só o que amamos. Somos também o que sonhamos, o que vivemos, o
que odiamos...Somos ainda uma incógnita a ser revelada com o tempo. O que
éramos ontem talvez não sejamos hoje. Somos a parte de tudo, e às vezes do
nada. Somos o mistério de ser".
Viver é melhor que sonhar?
Elis Regina cantou "Viver é melhor que sonhar", e
ela tinha razão. É certo que sonhar é muito bom, sair da realidade algumas
vezes é necessário, porém viver é o que de fato nos torna capazes de realizar
sonhos e desejos. A ação faz com que nossos desejos e sonhos se tornem reais,
cria a chance de vivenciarmos aquilo que se encontra na mente. Portanto, de
nada vale sonhar caso não se tenha a coragem de agir!
Felicidade
A verdade é que não somos feliz. Eu não sou feliz, você não
é feliz. Aliás você estava feliz semana passada? Estava triste? Alegre? A
felicidade é um estado. Ela vai e volta. Ninguém é completamente feliz, ou
completamente triste.
...
A distância diminuí cada vez que ocorre um encontro de
pensamento entre nós, quando há a troca de sentimento. Muitas vezes estamos tão
distantes geograficamente de alguém, porém esse alguém se encontra tão presente
em nossa vida que passa uma sensação de proximidade tão boa!
A perfeita imperfeição
Quando somos ainda uma criança todos nos olham com um ar de
admiração, pois nessa fase somos condicionados a fazer o que querem que
façamos, ai a gente cresce, começa a fazer nossas próprias escolhas, viver da
nossa maneira, estar feliz a nossa maneira, e os mesmos olhos que nos admiravam
passam a nos julgar porque não somos mais aquilo que eles querem que sejamos,
não fazemos mais os seus gostos, nos chamam rebeldes, loucos e sem juízo.
Chegamos numa fase adulta e nos julgam pela nossa profissão, não estamos
ganhando bem, mas estamos fazendo o que gostamos de fazer, isso é inaceitável,
afinal tudo gira em torna de dinheiro, e temos que ser ricos, sim, eles querem
que sejamos ricos...ficamos velhos e lamentamos tudo aquilo que não fizemos
enquanto jovens....ai a gente morre e todos nos amam, não temos mais defeitos.Morro do sigilo
Eu sou o silêncio das palavras, eu calo o sentimento. Silêncio,
silêncio, até quando permanecer no silêncio? Ele quem mostra o meu verdadeiro
sentimento, é nele que abro tudo que existe de profundo em mim, porque as vezes
as palavras não me bastam, porque é nele que eu grito e ninguém me ouve. O
silêncio quem me perturba, o silêncio que dá voz, a voz que nunca para. Mas o
silêncio não vai mover o mundo, mas quem sabe mova a minha fala...
A Revolução dos Bichos - Análise Crítica
A Revolução dos Bichos traz uma paródia aos
acontecimentos do processo revolucionário soviético. O seu conteúdo traz também
uma crítica ao autoritarismo em geral. Os personagens do livro podem ser
relacionados a personagens reais das transformações ocorridas na Rússia no
século 20.
O senhor Jones
explorava os animais na Granja Solar, eles trabalhavam arduamente, e em troca
ganhavam migalhas de comidas, o que há algum tempo nem vinha acontecendo. Logo,
pode-se comparar Jones a burguesia, representando o capitalista que fica com a
maior parte do lucro obtido a custa de quem menos ganha: os animais, os
proletariados.
Eis que surge o
velho Major, com sua ideia de revolução, buscando a igualdade a todos os
animais, e vendo os humanos (os capitalistas) como os inimigos. Dessa forma, o Major representa Karl Marx,
transmissor das ideias socialistas, tendo como base a economia e a filosofia. O
Major pode ainda representar Lênin, idealista do princípio da revolução.
Após a morte
do Major, Bola-de-Neve, o porco, assume a liderança e passa adiante a ideia do
Major. Bola-de-Neve acreditava na igualdade social a todos, e apesar de ser
mais inteligente que os demais animais, nunca se sentiu superior, e pode ser
comparado a Trotsky.
Por outro lado,
Napoleão que junto a Bola-de-Neve participava de decisões, entretanto possuía
um poder menor, traiu o amigo e o expulsou da Granja Dos Bichos, após assumir o
poder começou a trapacear e quebrar as regras do Animalismo deixado pelo Major,
sendo assim, Napoleão representa Stálin.
Sansão, o
cavalo, cumpre todas as ordens e trabalha exageradamente sem reclamar ou
questionar absolutamente nada, e assim o líder Napoleão o faz de exemplo para
os demais animais, representando o proletariado Alexei Stakhanov, que em 1935
deu origem ao movimento "stakhanovismo”, por extrair 105 toneladas de
carvão em apenas 6 horas, sendo que a norma de extração para 6 horas era de 07
toneladas, dessa forma teve sua imagem estampada em várias empresas para que os
demais trabalhadores seguissem o seu exemplo.
No livro aparecem
personagens como Garganta, o porco que representa o homem alienador, ou ainda
um sistema de propaganda responsável por transmitir aos demais e convence-los de
que tudo que acontece é em prol de todos. Quitéria, uma égua inteligente que
ajudava os demais animais na leitura dos mandamentos, fazendo dessa forma os
mesmo notarem que os mandamentos haviam sido mudados, representando o homem que
possui ideias na mente. Os cães,
responsáveis pela segurança de Napoleão, representam a Polícia Secreta
Soviética.
Portanto, ainda que o livro tenha sido escrito fazendo
uma sátira a União Soviética, nele é possível notar características que
permeiam a sociedade até os dias atuais, como a ganância, a corrupção e a alienação.
Como disse Nélson Jahr Garcia “A obra é de uma genial atualidade, apesar de
tudo o que alguns poucos homens já fizeram e lutaram, ainda estamos e vivemos
sob os que insistem em dominar aquém da ética e além da lei”.
A Revolução dos Bichos - Resumo
A Revolução dos Bichos, do escritor George Orwell,
socialista democrático, publicado em 1945, fazendo uma sátira à União
Soviética.
O velho Major
era um porco inteligente, e chegando a velhice decidiu contar aos demais
animais um sonho de revolução que traria a igualdade aos mesmos. Na reunião ele
discursa sobre a opressão sofrida pelos animais e estimula o extinto de
revolução com base no Animalismo. O Velho Major estabelece então algumas regras
que deverão ser seguidas para que a revolução aconteça, e essas regras
são:
1.
O que andar sobre duas pernas é inimigo.
2.
O que andar sobre quatro pernas, ou que tiver asas, é amigo.
3.
Nenhum animal vestirá roupas.
4.
Nenhum animal dormirá em uma cama.
5.
Nenhum animal beberá álcool.
6.
Nenhum animal poderá matar outro.
7.
Todos os animais são iguais.
Após as regras
serem ditas, o Major ensina aos bichos o hino da revolução, uma canção chamada
Bichos da Inglaterra. Alguns dias depois
o velho Major falece, e sua vontade é levada a diante por dois porcos: Napoleão
e Bola-de-neve. Cansados da exploração
sofrida pelos humanos, os animais decidem expulsa-los da fazenda e a partir
desse momento passam a liderar a granja que passa a se chamar Granja dos Bichos.
Bola-de-neve
seguia os princípios do Animalismo, e apesar de ser mais inteligente, sempre se
considerou igual aos demais animais. Bola-de-neve inicia um projeto para
construção de um moinho, mas Napoleão se opõe a ele. Napoleão tinha uma ânsia
muito grande pelo poder, e dessa forma traiu Bola-de-Neve, dizendo que o
projeto do moinho era dele, e havia sido roubado pelo outro que acabou sendo
expulso da Granja, e assim Napoleão assume a liderança. Sansão, o cavalo,
trabalha com muito vigor para o projeto. A princípio Napoleão era um bom líder,
e administrava a Granja dos Bichos muito bem, entretanto passado algum tempo
ele começa a desrespeitar as regras do Animalismo. Com a ajuda do porco
Garganta, servil e inteligente, que convence os demais animais de que tudo que
estava ocorrendo era para o bem deles, Napoleão instala um regime ditatorial,
dominando os demais animais, e considerando-os seres inferiores.
Nesse tempo o
inverno chega, e as coisas começam a ficar complicadas na Granja. O moinho de
vento finalmente fica pronto, porém ao amanhecer os animais encontram o moinho
destruído. Começam a suspeita de que Bola-de-Neve invadiu a granja enquanto os
animais dormiam e o destruiu. Napoleão começa a fazer negócios com os humanos,
o que assusta os demais animais, porém eles acabam aceitando a ideia, e Sansão
mais uma vez solta o seu lema “Napoleão tem sempre razão”.
Com a
destruição do moinho, outro precisa ser construído em seu lugar, e Sansão
assume o serviço. Porém, o cavalo já velho e cansado não dá conta do serviço e
acaba adoecendo. Napoleão diz aos demais que o amigo Sansão será levado ao
hospital e receberá os melhores cuidados, porém Benjamim, o burro, notou que na
carroça que levava Sansão estava escrito “Matadouro de cavalos”, e logo os
animais começaram a gritar para que Sansão saísse dali, porém já era tarde
demais. No mesmo dia Napoleão deu a explicação de que a carroça pertencia antes
a um matadouro, mas que agora pertencia a um hospital e que Sansão ficaria bem.
Porém não foi o que aconteceu, e dias depois os bichos receberam a notícia da
morte do amigo.
O porco passa a morar na casa de Jones, abusa de
álcool, dorme em camas, veste roupas, anda sobre duas pernas e convive com
seres humanos. Enquanto os animais
trabalham arduamente, os porcos modificam os mandamentos, e quem percebe isso é
Quitéria, uma égua sábia, e o sétimo mandamento passa a ser “Todos os animais
são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros".
Em uma noite
altas risadas vinham da casa, e os animais se encheram de curiosidade para
saber o que acontecia lá dentro, então foram todos em silêncio observar pela
janela, e avistaram os porcos reunidos a mesa jogando e bebendo cerveja com os
humanos, e naquele momento não se era possível distinguir o que era porco e o
que era homem.
Morrer não dói
No desespero da vida há loucura e lucidez, medo e coragem,
alegria e tristeza... E no meio de tantos problemas eu sempre me pergunto
"Quantas vezes eu já morri?".
A morte é leve e tranquila, enquanto a vida é pesada e
agitada. Há quem diga que não vale a pena viver, e esses preferem morrer. A
morte pode não ser o final de tudo, talvez seja o recomeço de uma nova vida.
Há a morte de um ciclo, e essa é tranquila e breve para quem
vai, aos que ficam restam lembranças, e talvez a força do tempo se encarregue
de confortar o coração dessas pessoas.
A verdadeira morte é cruel, e essa se inicia quando deixamos
de viver e passamos a sobreviver, a entrega ao medo, a desistência, a comodidade...
Morremos ao desacreditar em nossos sonhos, morremos por morrer, morremos por
deixarmos que nos "morram". A morte dos desejos é sem dúvida a maior
morte de um ser. Partir sem deixar a marca no mundo, sem ter vivenciado
loucuras, sem conhecer o sabor da vida... Como o ponteiro do relógio, assim é a
morte, assim é minha vida.
Sonhar e Realizar
Quantas vezes já sonhou beijando a pessoa amada? Pois é,
essa coisa de sonho é algo tão lindo...já imaginou que triste seria se os
sonhos não existissem? Imagine dormir sem viajar dentro de um sonho, sem
conhecer lugares, sem tocar quem esta longe...
Sabe, eu já tive tantos sonhos bons que tive vontade de
dormir para sempre, mas quando acordei me dei conta de que nada vale dormir
para sonhar, se existe a possibilidade de acordar e tornar aquele sonho
real....
- A incansável busca -
Você compreende a vida? Quantas vezes já se perguntou o porquê disso, o porquê daquilo? A compreensão é uma arma necessária à natureza humana. Buscamos diariamente a resposta para quase tudo que nos cerca, seja pequenos atos, seja a transformação e até mesmo o cotidiano. Há quem busque a compreensão pela razão, há os que preferem um conforto emocional. Há também aqueles que acreditam no absoluto, e há os que dizem não acreditar em nada.
O certo é que vivemos tentando decifrar a "verdade" e morremos sem encontra-la. Eu sempre me pergunto "será que a verdade realmente existe?". Somos a busca incansável de tentar ser algo, e muitos se vão sendo o nada. Quantas vezes você derramou lágrimas por algo que pensava ser real, e depois pensou "como fui idiota?" Terá você sido mesmo um idiota? A vida é momento, e momento é o que faz a vida, portanto nada do que fizeres terá sido em vão...tenha sempre a certeza que por algum instante todas as tuas atitudes foram atos que de uma maneira muito pequena ou grande fizeram de você um ser mais forte e menos errante.
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