sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tempo de saudade


O vento gelado percorre o quarto fazendo mover as cortinas. Dias frios me bate uma nostalgia de momentos felizes e amáveis. Lá fora a chuva cai, cá dentro cai meu mundo. Tenho desejo de tudo que ainda não toquei, do que não senti, do que não beijei, ao mesmo tempo que tenho saudade de tudo que já fiz. É de tamanha tristeza conviver com essa angústia que me percorre os dias, me fazendo esperar por uma força maior que eu chamada tempo. Espero por ele como a criança que aguarda na escola a chegada de um responsável que o busque na hora de ir embora, aguardo com a esperança de uma criança ao acreditar que as nuvens são feitas de algodão doce. Os sonhos que possuo são os mesmo que comecei a construir há algum tempo, mas que por infelicidade do destino tiveram de ser interrompidos e aguardar para um novo momento de reconstrução. Eu não sei o que a vida espera de mim, são tantas incertezas que também desconheço o que esperar dela. Eu movia meu mundo com delicadeza que foi se perdendo ao meio de tantas confusões. Eu vivo para que a morte não me leve...cedo demais.

Um comentário:

  1. A esperança de ainda acreditar piamente na vida que um dia as incertezas passarão a ser a certeza, que a dúvida irá torna-se exatidão, e que somente a brisa gelada que passa por entre a fresta da janela será somente para dormir abraçados. Que toda essa nostalgia com o tempo fique somente na lembrança de um momento que teve que erguer a cabeça buscando forças dentro de si, e a paciência de aguardar.
    Tudo isso nos mostra o quão é importante o que desejavas antes, sendo, a grande felicidade em crer ainda nos mesmos sonhos e planos,demostrando que a agustia, as palavras ditas não abalou as estruturas de seus ideais.

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