segunda-feira, 8 de abril de 2013

Morrer não dói


No desespero da vida há loucura e lucidez, medo e coragem, alegria e tristeza... E no meio de tantos problemas eu sempre me pergunto "Quantas vezes eu já morri?".
A morte é leve e tranquila, enquanto a vida é pesada e agitada. Há quem diga que não vale a pena viver, e esses preferem morrer. A morte pode não ser o final de tudo, talvez seja o recomeço de uma nova vida.
Há a morte de um ciclo, e essa é tranquila e breve para quem vai, aos que ficam restam lembranças, e talvez a força do tempo se encarregue de confortar o coração dessas pessoas.
A verdadeira morte é cruel, e essa se inicia quando deixamos de viver e passamos a sobreviver, a entrega ao medo, a desistência, a comodidade... Morremos ao desacreditar em nossos sonhos, morremos por morrer, morremos por deixarmos que nos "morram". A morte dos desejos é sem dúvida a maior morte de um ser. Partir sem deixar a marca no mundo, sem ter vivenciado loucuras, sem conhecer o sabor da vida... Como o ponteiro do relógio, assim é a morte, assim é minha vida.

Um comentário: